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Mercado espera cortes mais agressivos na Selic após surpresa com Flávio

Juros futuros desabam mais de 1 ponto percentual nos vencimentos longos depois do resultado do primeiro turno

O mercado passou a embutir uma trajetória mais favorável para os juros no Brasil depois da surpresa de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Na manhã desta segunda-feira, 5, os contratos de juros futuros chegaram a cair mais de 1 ponto percentual nos vencimentos mais longos, movimento que reforça as apostas em cortes mais agressivos da Selic.

O DI para janeiro de 2031 recuava 115,5 pontos-base, para 12,835%, enquanto o contrato para janeiro de 2029 caía 104,4 pontos-base, a 12,705%. Até mesmo os vencimentos mais próximos acompanhavam o movimento: o DI de janeiro de 2028 recuava 75 pontos-base.

A queda reflete, sobretudo, uma forte redução do prêmio de risco embutido na curva depois das urnas. Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, à frente dos 45,16% de Lula, resultado que contrariou pesquisas que ainda mostravam o presidente numericamente à frente em boa parte dos levantamentos divulgados na véspera.

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A reação se espalhou pelos ativos brasileiros. O real chegou a avançar mais de 4% frente ao dólar, enquanto o Ibovespa futuro abriu com alta superior a 8%. Para investidores, o resultado reduziu, ao menos nesta primeira reação, a percepção de risco fiscal e aumentou a expectativa de uma política econômica mais favorável ao equilíbrio das contas públicas em um eventual governo Flávio. 

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A intensidade do tombo nos DIs não significa, porém, que o mercado esteja projetando uma Selic mais de 1 ponto menor imediatamente. A curva incorpora, além das expectativas para a taxa básica, prêmios fiscais, inflação e risco político. O movimento desta segunda-feira mostra que todos esses componentes passaram por uma reprecificação brusca depois das urnas.

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Fonte: veja.abril.com.br

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