Oposta do Osasco conseguiu autorização para jogar minutos antes da partida decisiva; nova regra da CBV restringe participação de atletas trans em categorias femininas
Tiffany Abreu, do Osasco, começou a partida contra o Praia Clube, nesta sexta-feira (16), como titular, após conseguir autorização para entrar em quadra por meio de uma liminar poucos minutos antes do início da Supercopa Feminina.
Dentil Praia Clube e Osasco São Cristóvão Saúde disputam o troféu em jogo único no ginásio Castelinho, em São Luís, no Maranhão, dando o pontapé inicial à temporada 2026-27.
Liminar em cima da hora
Na noite desta sexta, minutos antes da Supercopa, a Justiça do Rio concedeu liminar permitindo a participação de Tiffany em competições da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
A decisão permite a participação na partida desta sexta contra o Praia Clube e também na Superliga 2026-27, principal torneio do vôlei nacional.
A decisão é do juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, que também estabelece multa de R$ 5 mil por partida caso Tiffany seja impedida de jogar.
Mais cedo, a CNN havia confirmado com a equipe jurídica da jogadora que a mesma havia recorrido no pleno do STJD e também à Justiça comum para tentar garantir que entrasse em quadra pelo Osasco.
Resposta à regras da CBV
Em agosto deste ano, a CBV anunciou novas regras de elegibilidade para competições nacionais.
A Confederação aderiu em agosto deste ano a política do Comitê Olímpico Internacional (COI), que limita a elegibilidade para a categoria feminina exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino.
Com a nova regra, as jogadoras terão que apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. A política, que já existia internacionalmente, gerou grande repercussão por sua aplicação e impacto direto na carreira de Tifanny, que é uma atleta trans.
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Fonte: www.cnnbrasil.com.br