Dinamarquês conversou com a coluna GENTE
Desde que foi agraciado com o Nobel de Literatura, em 2023, Jon Fosse, 67 anos, não para: vai de uma entrevista a outra e engatou em uma maratona de congressos e feiras literárias. Só não escreve. Pois às voltas com o lançamento da segunda parte da trilogia Vaim, pronta antes do prestigiado prêmio, avisa que nos próximos meses vai concentrar esforços no último livro da série. O Nobel é uma bênção, mas também uma maldição, pondera ele, que lamenta não mais conseguir sair de casa, em Oslo, a gélida capital da Noruega, sem ser reconhecido. O pior é enfrentar uma fila de gente me abordando para tirar selfies, desabafa Fosse, rompendo com a timidez que o fez, lá atrás, encontrar na escrita seu melhor refúgio.
Com reportagem de Giovanna Fraguito e Nara Boechat
Publicado em VEJA de 30 de outubro de 2026, edição nº 3019
Fonte: veja.abril.com.br