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Ibovespa cai pelo 2º pregão consecutivo de olho em ata do Fed e eleições no Brasil

Com noticiário econômico no radar, bolsa brasileira também continua em movimento de realização de lucros após bater recorde na segunda-feira

O Ibovespa teve desvalorização de 0,74% nesta quarta-feira, 7, recuando para os 204,3 mil pontos. A bolsa de valores brasileira operou em movimento de realização de lucros após o recorde de 206,9 mil pontos batido na última segunda-feira, 5, mas também de olho no preço do petróleo em alta e na ata do Federal Reserve divulgada nesta tarde.

No cenário internacional, a ata do banco central americano trouxe um tom mais hawkish (duro) para os negócios ao afirmar que a inflação no país ainda preocupa e que a criação de vagas de emprego no país estava crescendo um pouco mais rapidamente que a força de trabalho. O Brasil está um pouco contaminado pelo ambiente externo de aversão ao risco, o que faz nosso mercado cair um pouco e o dólar subir, afirma Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.

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No Brasil, entretanto, as eleições presidenciais ainda estão no foco dos investidores. Perri explica que nos próximos dias até o segundo turno, o mercado financeiro enfrentará um período de intensa volatilidade, impulsionado principalmente pela divulgação de novas sondagens eleitorais. Caso haja favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ante ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os preços deverão reagir em conformidade, com grandes altas no índice de ações.

Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos o acompanharam e operaram no negativo. O Bradesco (BBDC4) liderou as perdas, com baixa de 3,68%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que recuou 2,66%. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,87%, enquanto o Santander (SANB11) teve desvalorização de 1,01%.

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O dólar, por sua vez, encerrou em alta e ficou cotado a 5,01 reais. Esse ambiente segue sendo sustentado pelos rendimentos dos Treasuries americanos, que permanecem próximos de níveis historicamente altos, aumentando a atratividade dos ativos denominados em dólar.

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Parte desse comportamento decorre da combinação entre preocupações inflacionárias ligadas aos riscos geopolíticos no Oriente Médio e da crescente atenção do mercado em relação à trajetória fiscal dos EUA, diz Rafael Pastorello, portfólio manager do Banco Sofisa. Nesse ambiente, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, favorecendo a moeda americana e pressionando as de países emergentes, como o real.

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Fonte: veja.abril.com.br

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