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Em 2027, Argentina deve completar 3 anos de crescimento pela primeira vez em duas décadas

As projeções são do Banco Mundial. Última vez em que isso aconteceu foi com os Kirchner, nos anos 2000

Se nenhum grande choque mudar completamente o rumo das coisas, o produto interno bruto (PIB) da Argentina se encaminha para crescer 2,1% neste ano e 3% em 2027, ano que marcará o quarto e o último do atual presidente Javier Milei, empossado em dezembro de 2023. As projeções são do Banco Mundial e fazem parte do novo relatório de perspectivas globais do banco de fomento divulgado nesta terça-feira, 6.

Apesar de soar como algo trivial, para a Argentina é um feito. Acaso as tendências se confirmem, em 2027 a sua economia terá completado o terceiro ano seguido de crescimento – em 2025, o avanço foi de 4,4%. Trata-se de uma sequência que há vinte anos não acontecia no maior vizinho do Brasil.

A última vez em que a instável economia argentina conseguiu engatar mais de três anos seguidos de crescimento tinha sido no intervalo de 2003 a 2008, quando emendou seis anos de altas durante todo o governo do peronista Néstor Kirchner, que chefiou o país de 2003 a 2007, e, depois, ainda nos primeiros anos de sua esposa Cristina Kirchner, que foi eleita e o sucedeu de 2007 a 2011.

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A expectativa de crescimento para 2026 se sustenta mesmo com o país passando por trimestres ruins neste momento e podendo passar por uma breve recessão no meio do caminho – depois de uma queda no segundo trimestre, os dados mais recentes indicam que o PIB argentino deve voltar a recuar no terceiro.

Entre as razões para a relativa perenidade do novo ritmo de crescimento anual da Argentina, o Banco Mundial cita, sem citar os nomes de governantes, “as substanciais reformas” por que o país passou nos últimos anos. “A Argentina vive um momentum sustentado por ajuste fiscal, reformas fiscal e trabalhista, uma economia mais aberta e uma amplo regime de incentivos a investimentos”, escreveu o banco em seu relatório.

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Como resultado dos esforços, a inflação passou por uma redução significativa, os déficits do orçamento foram convertidos em superávits e o risco-país também despencou. Ele saiu de cerca de 2.000 pontos em 2022 e 2023 para a faixa dos 500 a 600 pontos em 2026, pelas métricas do EMBI, índice de referência medido pelo banco global J.P. Morgan que rastreia as instabilidades dos títulos de países emergentes.

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Fonte: veja.abril.com.br

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