As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos foram marcadas por conquistas históricas de representatividade. Pela primeira vez, uma mulher negra e uma mulher indígena foram eleitas governadoras de estados americanos. A Flórida e Wisconsin escolheram seus primeiros governadores negros. O Texas elegeu a primeira governadora latina, enquanto New Hampshire terá o primeiro homem assumidamente gay no Senado. Mas o caso que mais chama atenção é da democrata Keisha Lance Bottoms, eleita g

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos foram marcadas por conquistas históricas de representatividade. Pela primeira vez, uma mulher negra e uma mulher indígena foram eleitas governadoras de estados americanos. A Flórida e Wisconsin escolheram seus primeiros governadores negros. O Texas elegeu a primeira governadora latina, enquanto New Hampshire terá o primeiro homem assumidamente gay no Senado. Mas o caso que mais chama atenção é da democrata Keisha Lance Bottoms, eleita governadora da Geórgia e que se tornou a primeira mulher negra a conquistar o governo de um estado americano. Ex-prefeita de Atlanta, ela derrotou o republicano Rick Jackson. A vitória também encerra mais de 25 anos sem um governador democrata na Geórgia, estado considerado estratégico nas eleições presidenciais. Quem é Keisha Lance? Keisha Lance Bottoms formou-se em jornalismo televisivo pela Universidade Florida A&M em 1991, com bacharelado pela Escola de Jornalismo e Comunicação Gráfica da universidade. Posteriormente, obteve seu diploma de direito pela Faculdade de Direito da Universidade Estadual da Geórgia, iniciando uma carreira jurídica e política que a levaria à Prefeitura de Atlanta e à Casa Branca. Antes de se tornar prefeita, Bottoms atuou como juíza e membro do Conselho Municipal de Atlanta. Foi eleita prefeita de Atlanta em 2017, assumindo o cargo em janeiro de 2018. Sua administração lidou com a pandemia de COVID-19 e com as manifestações nacionais por justiça racial. Após seu mandato como prefeita, Bottoms ingressou na administração do presidente Joe Biden como conselheira sênior e diretora do Escritório de Engajamento Público da Casa Branca. Em grande derrota para Trump, democratas tomam controle da Câmara e do Senado nos EUA Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. KENT NISHIMURA / AFP Em uma derrota grande para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Partido Democrata confirmou o que as pesquisas mostravam e vai controlar a Câmara dos Representantes e o Senado americano. Pelos próximos dois anos, a oposição terá maioria nas duas casas, o que causará desafios ao governo do presidente republicano. O Partido Democrata terá no mínimo 53 das 100 vagas no Senado e caminha para obter maioria expressiva na Câmara. Uma projeção da rede NBC aponta 255 deputados democratas contra 180 republicanos. Como o total de parlamentares é de 435, o número para alcançar a maioria é 218. Até agora, os democratas já conseguiram duzentas e dezenove vagas contra 126 do partido Republicano. Os democratas conquistaram cadeiras no Senado americano em estados tradicionalmente republicanos, como Texas, Ohio, Iowa, Kansas e as Carolinas do Norte e do Sul. Em uma surpreendente dupla vitória democrata em dois dos estados mais conservadores do país, James Talarico derrotou Ken Paxton no Texas, e Annie Andrews obteve uma vitória inesperada sobre Darline Graham na Carolina do Sul. O partido de oposição também garantiu a reeleição de senadores em 11 Estados. Entre os motivos apontados para a derrota de Trump está o aumento do custo de vida, principal preocupação dos eleitores americanos nas eleições de meio de mandato, segundo pesquisas de opinião. A alta dos combustíveis e os efeitos econômicos da guerra contra o Irã contribuíram para a insatisfação com o governo Donald Trump. As tarifas sobre produtos importados também estiveram no centro do debate eleitoral. Capitólio dos Estados Unidos, onde fica a Câmara dos Deputados Pixabay
Fonte: cbn.globo.com