A onda democrata nas midterms, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, gerou eleições históricas. Uma delas no Senado, em que, pela primeira vez na história dos EUA, um muçulmano foi eleito para o cargo. O médico Abdul El-Sayed foi eleito como senador pelo Michigan, mesmo enfrentando forte oposição até mesmo do próprio partido. Diversos nomes dos democratas passaram a apoiar de última hora o seu concorrente, o candidato Mike Rogers. Aos 41 anos, ele é filho de imigrantes

A onda democrata nas midterms, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, gerou eleições históricas. Uma delas no Senado, em que, pela primeira vez na história dos EUA, um muçulmano foi eleito para o cargo. O médico Abdul El-Sayed foi eleito como senador pelo Michigan, mesmo enfrentando forte oposição até mesmo do próprio partido. Diversos nomes dos democratas passaram a apoiar de última hora o seu concorrente, o candidato Mike Rogers. Aos 41 anos, ele é filho de imigrantes egípcios, marcado pelas críticas contra as políticas de Israel. Ele se considera jihadista e foi alvo de muitos ataques de rivais, incluindo do próprio presidente americano. Trump o chamou de 'doentio e violento'. Em resposta, ele disse: 'Eu serei o senador Mohamed para você, meu parceiro'. Alguns contestaram declarações antigas sobre a Irmandade Muçulmana, considerada uma organização terrorista por alguns países, entre eles o Egito. Apesar disso, El-Sayed afirma que já mudou o posicionamento e crítica abertamente o grupo atualmente. Apesar disso, o candidato democrata recebeu apoio forte de figuras do alto escalão do partido, além de nomes atualmente independentes, mas parte da ala progressista mais radical dos EUA, como Bernie Sanders. Na sua plataforma de governo está a abolição do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), o fim da ajuda a Israel e a implementação de um sistema universal de saúde. Democratas tomam controle da Câmara e do Senado Capitólio dos Estados Unidos, onde fica a Câmara dos Deputados Pixabay O Partido Democrata impôs uma derrota histórica ao presidente Donald Trump e tomou o controle da Câmara e do Senado dos Estados Unidos. Pelos próximos dois anos, a oposição terá maioria nas duas casas, o que causará desafios ao governo do presidente republicano. O Partido Democrata terá no mínimo 53 das 100 vagas no Senado e caminha para obter maioria expressiva na Câmara. Uma projeção da rede NBC aponta 255 deputados democratas contra 180 republicanos. Como o total de parlamentares é de 435, o número para alcançar a maioria é 218. Até agora, os democratas já conseguiram duzentas e dezenove vagas contra 126 do partido Republicano. Os democratas conquistaram cadeiras no Senado americano em estados tradicionalmente republicanos, como Texas, Ohio, Iowa, Kansas e as Carolinas do Norte e do Sul. Em uma surpreendente dupla vitória democrata em dois dos estados mais conservadores do país, James Talarico derrotou Ken Paxton no Texas, e Annie Andrews obteve uma vitória inesperada sobre Darline Graham na Carolina do Sul. O partido de oposição também garantiu a reeleição de senadores em 11 Estados. Entre os motivos apontados para a derrota de Trump está o aumento do custo de vida, principal preocupação dos eleitores americanos nas eleições de meio de mandato, segundo pesquisas de opinião. A alta dos combustíveis e os efeitos econômicos da guerra contra o Irã contribuíram para a insatisfação com o governo Donald Trump. As tarifas sobre produtos importados também estiveram no centro do debate eleitoral.
Fonte: cbn.globo.com