Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

El Niño: o novo recorde de aquecimento alcançado em outubro pelo fenômeno

Dados do Inmet apontam anomalias históricas na temperatura do Pacífico, retratando a intensidade excepcional do fenômeno climático

O El Niño alcançou mais um marco histórico de aquecimento em outubro, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Dados divulgados na terça-feira, 3, mostram que a temperatura da superfície do oceano Pacífico na região central conhecida como El Niño 3.4 ficou 2,47 °C acima da média histórica para o mês, a maior anomalia já registrada para outubro nessa área. O valor caracteriza o fenômeno como muito forte.

Em outra região do Pacífico, chamada El Niño 3 e que exerce grande influência sobre o clima da América do Sul, a temperatura ficou 3,56 °C acima da média em outubro. Já na última semana do mês, especificamente, a anomalia atingiu +3,7 °C – superando o recorde anterior de +3,6 °C, registrado em dezembro de 1982. As duas áreas são usadas por meteorologistas para monitorar a intensidade do El Niño, fenômeno climático associado ao aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial e que, nos últimos meses, tem registrado temperaturas recordes e intensificado a preocupação com seus possíveis impactos climáticos.

Ainda segundo o Inmet, os dados semanais, registrados desde 1981, também apontam temperaturas extremas na região El Niño 1+2, próxima às costas do Peru e do Equador e com pouca influência sobre o clima brasileiro, onde anomalia chegou a +4,6 °C na última semana de outubro, igualando o recorde de junho de 1983.

O El Niño deste ano se caracteriza como excepcionalmente intenso: apelidado de Super El Niño, devido à intensificação do fenômeno climático natural, ele vem ganhando força desde junho. A expectativa é que seus efeitos contribuam para agravar eventos extremos, como ondas de calor, secas, incêndios florestais e chuvas intensas até 2027, alterando o padrão do clima em várias partes do planeta. Cientistas do Climate Impact Lab estimam que cerca de 857 mil mortes relacionadas ao calor extremo possam ocorrer até março do ano que vem. No Brasil, a projeção é de aproximadamente 19 mil mortes nos próximos seis meses.

Publicidade

Fonte: veja.abril.com.br

Compartilhar