Mesmo com final brasileira, torneio continental também evidenciou talentos de outros países que podem despertar interesse do mercado brasileiro
A Libertadores Feminina de 2026 chega ao fim neste sábado (31), com uma decisão inteiramente brasileira entre Corinthians e Cruzeiro, às 21h (de Brasília), em Quito, no Equador. Mais cedo, Olimpia, do Paraguai, e Santa Fe, da Colômbia, entram em campo pela disputa do terceiro lugar, encerrando uma edição que, além do protagonismo dos clubes brasileiros, apresentou jogadoras de diferentes nacionalidades que se destacaram ao longo da competição.
O domínio brasileiro no torneio continental também ajuda a explicar um movimento cada vez mais presente no mercado sul-americano. Com clubes mais estruturados, maior competitividade e condições salariais geralmente superiores às encontradas em boa parte dos países vizinhos, o futebol feminino do Brasil tem atraído atletas estrangeiras em busca de oportunidades de desenvolvimento profissional. A ampliação dos investimentos, a visibilidade das competições nacionais e a possibilidade de disputar torneios internacionais tornam o país um destino desejado, embora ainda existam diferenças importantes de estrutura e remuneração entre os próprios clubes brasileiros.
Nesse cenário, a Libertadores funciona como uma vitrine para atletas que atuam fora do Brasil e encontram na competição a oportunidade de enfrentar adversárias de maior investimento e exposição. Mesmo entre equipes eliminadas nas primeiras fases, houve atuações individuais que merecem atenção, seja pela qualidade técnica, pela capacidade de organização ou pelo protagonismo em momentos decisivos.
Para fechar essa lista, VEJA contou com a colaboração do consultor tático Luis Felipe Pereira, especializado em futebol feminino, e com Lara Fontenele, analista de desempenho com passagens pela Ferroviária e Seleção Brasileira.
Confira os destaques dos clubes estrangeiros da Libertadores Feminina
Independiente Dragonas (Equador)
- Alice Tosta* Goleira (única brasileira da lista, mas que atua pelo IDV)
- Nicole Charcopa Lateral
- Burgos Meio-campista
- Mary Guerra Meio-campista
- Karen Páez Atacante

Santa Fe (Colômbia)
- Ospina Goleira
- Daniela Garavito Meio-campista
- Kelly Ibargüen Meio-campista
- Zamorano Atacante

Olimpia (Paraguai)
- Tânia Riso Zagueira
- Griselda Garay Meio-campista
- Pamella Villalba Atacante
LDU Quito (Equador)
- Maylin Arreaga Lateral/ala
- Barahona Atacante

Deportivo Cali (Colômbia)
- Yessica Bermeo Zagueira
- Ingrid Guerra Atacante
Belgrano (Argentina)
- Alaides Paz Meio-campista
- Florencia Ceballos Atacante

Libertad (Paraguai)
- Paola Genes Zagueira
- Luján Tamay Atacante
Universidad de Chile (Chile)
- Su Helen Galaz Zagueira
- Valentina Díaz Lateral/ala
Universitario (Peru)
- Mia Shalit Goleira
- Pierina Núñez Atacante
Fonte: veja.abril.com.br