Alta dos juros futuros no mercado financeiro após vitória de Lula fez o banco elevar suas taxas máximas
O Bradesco elevou as taxas máximas do crédito imobiliário após a recente disparada dos juros futuros no mercado financeiro, segundo nota enviada a VEJA Negócios nesta quarta-feira, 28. Os juros variam conforme o segmento do cliente e chegam a 16,50% ao ano para clientes dos segmentos comercial e pessoa jurídica (PJ).
Segundo o banco, o reajuste foi motivado pela alta das taxas de juros no mercado. O contrato futuro de DI (Depósitos Interfinanceiros) com vencimento em janeiro de 2037 subiu 2,65 pontos percentuais entre o fechamento do pregão de 23 de outubro e o de segunda-feira, 26. Com isso, a taxa passou de 12,65% para 15,30% ao ano.
A disparada ocorreu após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado surpreendeu o mercado financeiro, que passou a exigir juros mais altos diante da percepção de risco fiscal associada ao governo petista.
Em meio à alta dos juros futuros, o Bradesco reajustou as taxas máximas para novos financiamentos imobiliários. No segmento Private, o teto subiu 2,15 pontos percentuais, de 11,45% para 13,60% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR).
Para os clientes do segmento Principal, a taxa máxima passou de 10,90% para 14,10% ao ano, um aumento de 3,2 pontos percentuais. Já nos segmentos Comercial e PJ, o teto avançou 2,51 pontos percentuais, de 13,99% para 16,50% ao ano.
O Bradesco ressalta que os valores correspondem às taxas máximas e podem ser reduzidos de acordo com o perfil do cliente.
As condições finais de financiamento imobiliário são negociadas com análise individualizada das propostas, considerando o perfil do cliente e as características da operação, concluiu o banco.
Fonte: veja.abril.com.br