O ativista brasileiro Felipe Sousa-Lazaballet foi eleito, segundo projeções da imprensa americana, como deputado estadual na Flórida. Ele venceu as eleições no Distrito 42, que cobre a região metropolitana de Orlando. Ele se torna então o primeiro brasileiro a ser deputado no estado e também o primeiro imigrante que é abertamente gay a conseguir esse feito. Felipe chegou nos Estados Unidos em 2001, aos 14 anos. Ele chegou a ser imigrante ilegal durante um tempo, mas agora está legaliza

O ativista brasileiro Felipe Sousa-Lazaballet foi eleito, segundo projeções da imprensa americana, como deputado estadual na Flórida. Ele venceu as eleições no Distrito 42, que cobre a região metropolitana de Orlando. Ele se torna então o primeiro brasileiro a ser deputado no estado e também o primeiro imigrante que é abertamente gay a conseguir esse feito. Felipe chegou nos Estados Unidos em 2001, aos 14 anos. Ele chegou a ser imigrante ilegal durante um tempo, mas agora está legalizado. Em entrevista ao Jornal da CBN, ele contou parte da sua trajetória para entrar na vida política. 'Eu nasci numa família muito humilde, a minha mãe, cearense, migrou para o Rio de Janeiro mais ou menos nos anos 60, como muitos outros, e era empregada doméstica, mãe solteira, vivíamos numa situação muito difícil, mas eu emigrei para os Estados Unidos com uma irmã mais velha e fiquei indocumentado por 15 anos, e foi aí que eu me engajei politicamente para os direitos dos imigrantes, e desde então eu fiz uma carreira inteira baseada na luta pelos direitos humanos de todos'. Questionado sobre a disputa, ele destaca que os americanos neste ano não estão se importando tanto com questões morais, mas financeiras e que ele tem uma 'pauta baseada em mudar a vida dos moradores do Distrito'. Questionado sobre a nacionalização da disputa, ele diz que a Flórida está 'sempre no meio das disputas nacionais'. 'Mesmo que seja uma disputa no meio da Flórida para um deputado estadual, eu acabo tendo uma pauta muito maior por causa dessas outras duas disputas que estão acontecendo pelo Estado e pela liderança que eu estou trazendo, não só para a minha candidatura, mas também para ajudar esses outros candidatos que estão alinhados na mesma pauta'. Democratas tomam controle da Câmara e do Senado Capitólio dos Estados Unidos, onde fica a Câmara dos Deputados Pixabay O Partido Democrata impôs uma derrota histórica ao presidente Donald Trump e tomou o controle da Câmara e do Senado dos Estados Unidos. Pelos próximos dois anos, a oposição terá maioria nas duas casas, o que causará desafios ao governo do presidente republicano. O Partido Democrata terá no mínimo 53 das 100 vagas no Senado e caminha para obter maioria expressiva na Câmara. Uma projeção da rede NBC aponta 255 deputados democratas contra 180 republicanos. Como o total de parlamentares é de 435, o número para alcançar a maioria é 218. Até agora, os democratas já conseguiram duzentas e dezenove vagas contra 126 do partido Republicano. Os democratas conquistaram cadeiras no Senado americano em estados tradicionalmente republicanos, como Texas, Ohio, Iowa, Kansas e as Carolinas do Norte e do Sul. Em uma surpreendente dupla vitória democrata em dois dos estados mais conservadores do país, James Talarico derrotou Ken Paxton no Texas, e Annie Andrews obteve uma vitória inesperada sobre Darline Graham na Carolina do Sul. O partido de oposição também garantiu a reeleição de senadores em 11 Estados. Entre os motivos apontados para a derrota de Trump está o aumento do custo de vida, principal preocupação dos eleitores americanos nas eleições de meio de mandato, segundo pesquisas de opinião. A alta dos combustíveis e os efeitos econômicos da guerra contra o Irã contribuíram para a insatisfação com o governo Donald Trump. As tarifas sobre produtos importados também estiveram no centro do debate eleitoral.
Fonte: cbn.globo.com