Reynaldo Veríssimo da Purificação afirmava que 'Vem Amor', lançada em 2019, copiava trechos de uma música sua
A Justiça do Rio de Janeiro julgou que Ludmilla não cometeu plágio em Vem Amor, música lançada em 2019. A ação foi aberta em março de 2022 pelo compositor Reynaldo Veríssimo da Purificação, um dos autores da faixa Essa É Minha Tara.
Reynaldo afirmava que trechos da letra foram reproduzidos na faixa de Ludmilla e em Vem Amor Bate e Não Para, edição lançada pela Warner em 2018 na voz da cantora Mazzoni. Ele pedia o reconhecimento da coautoria e uma indenização por danos morais.
A Warner foi excluída do caso porque havia transferido os direitos da canção à cantora, que assumiu a responsabilidade pela originalidade da letra. Na defesa, Ludmilla reivindicou a autoria e sustentou que, mesmo que houvesse semelhanças, a reprodução de pequenos trechos de obras anteriores não fere o direito autoral.
A decisão se apoiou em outra ação, movida pela Link Records, editora ligada ao DJ Marlboro, contra os mesmos réus, encerrada em dezembro de 2025 sem reconhecimento de plágio. Não tendo ocorrido o alegado plágio, consequentemente inexiste conduta ilícita praticada pelos ora demandados e, portanto, inexiste a responsabilidade de reparar pelos danos morais, afirmou a juíza Milena Angélica Drumond Morais Diz.
Reynaldo foi condenado a pagar as custas do processo e honorários de 10% sobre o valor da causa, cobrança suspensa porque ele tem direito à justiça gratuita. Ainda cabe recurso.
Acompanhe notícias e dicas culturais nos blogs a seguir:
- Tela Plana para novidades da TV e do streaming
- O Som e a Fúria sobre artistas e lançamentos musicais
- Em Cartaz traz dicas de filmes no cinema e no streaming
- Livros para notícias sobre literatura e mercado editorial
Fonte: veja.abril.com.br