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Além de Gustavo Scarpa, conheça outros cinco atletas que são leitores assíduos

Entre gramados e quadras, a literatura também encontra espaço na rotina de quem faz do esporte sua profissão

Gustavo Scarpa, meio-campista do Atlético-MG, encontrou nos livros uma forma de ampliar sua influência para além do futebol. Nos últimos meses, o jogador passou a compartilhar no Instagram resenhas, impressões e recomendações de leitura, iniciativa que também ganhou espaço em seu canal no YouTube. O interesse despertado entre torcedores e leitores chegou ao mercado editorial: torcedores do Galo criaram o Galeitura, clube do livro inspirado no atleta, cuja primeira leitura coletiva foi A Morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói. Indicado por Scarpa, o romance alcançou o primeiro lugar entre os mais vendidos da Amazon. Em entrevista à seção Conversa da edição 3018 de VEJA, publicada em 23 de outubro de 2026, o jogador falou sobre sua relação com os livros e a repercussão de compartilhar o hábito de leitura com seus seguidores. Mas Scarpa não é o único atleta a cultivar uma relação próxima com a literatura. Entre quadras e gramados, outros esportistas também encontram nos livros uma fonte de conhecimento, inspiração e entretenimento. Conheça cinco nomes que compartilham esse hábito:

1. Lucão, jogador de futsal do Illes Balears Palma Futsal

A leitura ocupa um lugar importante na vida de Lucão e ultrapassa o âmbito pessoal, influenciando também sua trajetória profissional e a maneira como encara o futsal. Obras de autoconhecimento, por exemplo, fazem parte de sua rotina e servem de inspiração para evoluir como jogador, pessoa, líder e companheiro de equipe. Essa paixão também o levou a iniciar uma graduação em Psicologia, interrompida quando se mudou para a Europa para seguir carreira no esporte. Mesmo longe da universidade, mantém o desejo de atuar na área acadêmica após deixar as quadras. No Instagram, o atleta ainda mantém o perfil Son of Books em português, filho dos livros , no qual compartilha trechos das obras que lê e aproxima literatura e arte, transformando o hábito em espaço de troca com os seguidores.

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2. Anthony Gordon, atacante do Barcelona

O inglês Anthony Gordon também reserva espaço para os livros em meio à rotina de treinos e partidas. Durante sua apresentação como jogador do Barcelona, o atacante brincou que criaria um clube de leitura no vestiário, já que ninguém no time lia tanto quanto ele. A psicologia esportiva é seu tema favorito, e entre suas referências estão obras de desenvolvimento pessoal, como Mentalidade Mamba, de Kobe Bryant, e Vencer: A Corrida Implacável pela Excelência, de Tim Grover. Gordon conta que começou a ler diariamente por volta dos 19 anos, quando percebeu que precisava fortalecer a própria mentalidade para alcançar seu potencial no futebol. Desde então, procura levar os aprendizados das páginas para dentro de campo, onde acredita que a força mental pode fazer tanta diferença quanto o talento.

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3. Tayane Belarmino, lateral do Atlético-MG

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Integrante das Vingadoras, equipe feminina do Atlético-MG, Tayane encontrou na literatura um interesse que divide com os seguidores nas redes sociais. Embora tivesse contato com os livros desde a infância, foi em 2022, incentivada por colegas de clube, que passou a ler com mais frequência e se apaixonou pelo hábito. Fã de fantasia, a jogadora gosta de experimentar diferentes gêneros e acredita que o segredo para começar a ler é encontrar histórias que despertem a curiosidade de cada leitor. Desde o início deste ano, a atleta passou a compartilhar suas indicações e impressões sobre as obras que descobre, com o objetivo de mostrar que os livros podem despertar tanto entusiasmo quanto filmes e séries.

4. Matheus Albino, goleiro do CRB

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O goleiro Matheus Albino também cultiva o hábito desde a infância, incentivado pelos pais. O interesse ganhou maior força durante os anos escolares, quando teve contato com clássicos da literatura nacional, como Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, de Machado de Assis. Na época, aproveitava até o trajeto de ônibus para casa para avançar nas páginas. Na pré-adolescência, Viagem ao Centro da Terra, de Júlio Verne, marcou sua formação como leitor e fez com ele relesse o livro mais de 15 vezes. Entre suas preferências estão livros de história, especialmente sobre a Segunda Guerra Mundial, e obras de motivação. Hoje, aos 31 anos, Albino contou ao GE que procura transmitir o gosto pela literatura às duas filhas e que lê para elas praticamente todos os dias.

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5. Carol Meligeni, tenista brasileira

A paixão de Carol Meligeni pelos livros também se intensificou nos últimos anos. Entre suas leituras favoritas deste ano estão Eu Que Nunca Conheci os Homens, de Jacqueline Harpman, As Primas, da argentina Aurora Venturini, e O Rio que Me Corta por Dentro, de Raul Damasceno. Sobre o último, a tenista destaca a história de um jovem que se descobre homossexual em uma realidade que não aceita sua identidade. Para ela, a literatura permite conhecer experiências diferentes das suas e ampliar o próprio olhar. Carol também tem se aventurado por clássicos brasileiros, como Capitães da Areia, de Jorge Amado, Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e A Hora da Estrela, de Clarice Lispector.

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Fonte: veja.abril.com.br

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