Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Vencedora do Nobel da Paz não atendeu telefone e ainda não foi informada de prêmio, diz Academia Sueca

Em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (9) logo após o anúncio do prêmio Nobel da Paz, o presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, declarou que ainda não conseguiu entrar em contato com a vencedora Navanethem Navi Pillay. Presidente de comitê aproveitou para mandar uma mensagem para a laureada, dizendo 'se você vir uma ligação de um número norueguês, por favor, atenda'. 'Eu adoraria conversar com você em breve', declarou. A jurista sul-africana Nava


Em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (9) logo após o anúncio do prêmio Nobel da Paz, o presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, declarou que ainda não conseguiu entrar em contato com a vencedora Navanethem Navi Pillay. Presidente de comitê aproveitou para mandar uma mensagem para a laureada, dizendo 'se você vir uma ligação de um número norueguês, por favor, atenda'. 'Eu adoraria conversar com você em breve', declarou. A jurista sul-africana Navanethem Navi Pillay foi escolhida nesta sexta-feira (9) pela Academia Sueca como Nobel da Paz de 2026 devido a 'esforços para promover a paz e o direito internacional'. O presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, disse que o Nobel era para uma pessoa que 'foi fundamental para garantir que crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio sejam processados'. 'O compromisso de Navi Pillay com os princípios jurídicos universais e sua firme bússola moral são constantes em sua longa carreira. Nascida em uma família de origem tâmil indiana sob o apartheid em Durban, África do Sul, Pillay tornou-se advogada e pioneira no direito, confrontando a profunda discriminação estrutural, a segregação e a exclusão'. 'Um tema comum permeia desde seu trabalho inicial em defesa de Nelson Mandela e outros que se opuseram ao apartheid até sua atuação como juíza em alguns dos principais casos de tribunais internacionais de nossa época', declarou. A decisão do Nobel foi em defesa do direito internacional em um momento que, segundo o presidente, esse direito está 'sob enorme pressão e instituições estão sendo atacadas'. 'A história demonstra que um mundo que opera sem o império da lei é injusto, insensato e desumano. Os juízes, aqueles que zelam pela tênue linha divisória entre a ordem e o caos, são, portanto, merecedores de todo o nosso reconhecimento. Mas hoje, enquanto esses mesmos juízes são punidos e suas instituições são atacadas, precisamos de pessoas com coragem, visão e determinação qualidades que Navi Pillay demonstra em seu trabalho no tribunal', declarou. Navanethem Navi Pillay quando atuava no Alto comissariado da ONU. Reprodução De origem indiana, Navanethem Navi Pillay, ela nasceu em Durban, na África do Sul, um bairro pobre nas periferias, fazendo parte de uma minoria étnica, os tânil. Ela serviu, entre 2008 e 2014, como Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos. Além disso, se tornou a primeira mulher não branca a atuar na Suprema Corte sul-africana. Também teve forte atuação como juíza da Corte Penal Internacional, entre 2003 e 2008, antes de assumir o cargo na ONU, e presidiu ainda a Corte Penal Internacional para Rwanda. Recentemente, ainda atuou como presidente da Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre o Território Palestino Ocupado, entre 2021 e 2025, em meio a crise na Faixa de Gaza pela guerra entre Hamas e Israel. Essa comissão determinou que Israel havia cometido genocídio. Aos 85 anos, em sua carreira ela também foi professora na Universidade de Harvard e Natal, na África do Sul.

Fonte: cbn.globo.com

Compartilhar