Plano foi apresentado cerca de nove meses após ameaças do presidente americano, Donald Trump, em relação à Groenlândia
Em meio à rivalidade com Rússia, Estados Unidos e China no Ártico, a União Europeia apresentou, nesta terça-feira, 20, sua nova estratégia para reforçar a vigilância na região estratégica. O plano foi apresentado ao Parlamento Europeu pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cerca de nove meses após ameaças do americano Donald Trump em relação à Groenlândia.
“A soberania, a integridade territorial e as regras que garantiram a estabilidade dessa região já não podem ser consideradas garantidas”, ressaltou von der Leyen.
Com a nova estratégia, a UE pretende ampliar a frota europeia de navios quebra-gelo, fortalecer seu sistema de vigilância para identificar melhor as embarcações das chamadas frotas fantasmas e, a longo prazo, conectar a Europa ao Japão por meio de um cabo submarino.
Von der Leyen já havia anunciado 200 milhões de euros (1,13 bilhão de reais) para a Groenlândia durante sua visita ao território autônomo dinamarquês no início de setembro.
Acordo de segurança
A Europa não esqueceu as pretensões de Trump de assumir o controle da Groenlândia, território autônomo dinamarquês. As ambições de Trump em relação à ilha desencadearam uma crise diplomática sem precedentes no início do ano, quando os europeus viram, de repente, seu aliado histórico de quem dependem para sua segurança começar a ameaçá-los.
As tensões diminuíram desde o acordo firmado em setembro por Dinamarca, Estados Unidos e Groenlândia, que pôs fim, pelo menos por enquanto, à crise.
O acordo prevê a abertura de dois novos pontos militares dos Estados Unidos na Groenlândia, além da já existente Base Espacial de Pituffik, mas não estabeleceu concessões para a exploração de petróleo ou minerais.
A Groenlândia possui reservas ainda pouco exploradas de terras raras e outros recursos naturais. Em agosto, a empresa americana Greenland Energy anunciou planos para iniciar perfurações em 2027, na costa leste da ilha, embora ainda não disponha das autorizações necessárias.
(Com AFP)
Fonte: veja.abril.com.br