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TSE forma maioria para manter proibição de interferência da Meta em distribuição de conteúdo eleitoral


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta sexta-feira para manter a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze determinando que, até o fim do segundo turno das eleições, a Meta não interfira na distribuição de conteúdo envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro. Em caso de desobediência, fixou pena de multa diária de R$ 500 mil. Os ministros Floriano de Azevedo Marques, André Mendonça e Estela Aranha acompanharam o relator. A decisão de Bellize, na quinta, é referente a ação protocolada pela campanha de Lula. Os advogados da coligação alegaram que a empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp "tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens" de Lula. Ao longo da semana, usuários da Meta AI no WhatsApp relataram que a tecnologia se recusou a gerar imagens de campanha de Lula, mas aceitava os pedidos envolvendo o candidato Flávio Bolsonaro. A Meta afirmou, em nota desta sexta-feira, que a empresa "não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição", e negou que esteja interferindo no pleito para beneficiar a campanha de Flávio Bolsonaro. A plataforma responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook afirmou que a conta do presidente Lula chegou a ser suspensa por engano e justificou que "incidentes técnicos recentes" afetaram as duas campanhas na internet. Conforme a bigtech, uma "lacuna nas proteções da empresa" fez com que a ferramenta de inteligência artificial da Meta atendesse os comandos dos usuários sobre o senador e não respondiam aos prompts sobre Lula. Segundo a Meta, um bloqueio a um anúncio teria gerado do problema: "em 23 de setembro, a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano por pouco mais de uma hora, após um anúncio ter sido classificado como uma possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes".

Fonte: cbn.globo.com

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