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Trump critica deputada democrata, mas nega envolvimento em ação do ICE

Presidente americano afirmou que decisão foi tomada pelo Departamento de Justiça, mas disse que parlamentar é uma "pessoa horrível" que vem de um "país que não é bem um país"

O presidente dos EUA, Donald Trump, negou que tenha envolvimento na operação do HSI (Investigações de Segurança Interna), órgão ligado ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), que cumpriu mandado de busca na casa da deputada democrata Ilhan Omar nesta segunda-feira (12).

Falando a repórteres ao deixar a Casa Branca rumo a um comício em Ohio, Trump afirmou que a ação é de responsabilidade do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

“Isso é com o Departamento de Justiça. Não tenho nada a ver com isso”, afirmou.

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Apesar de negar o envolvimento na operação, o presidente americano teceu críticas à parlamentar e à Somália, seu país de origem.

“Acho que ela é uma pessoa horrível, só vive reclamando. Ela vem de um país que não é bem um país, e aí vem para cá e reclama da nossa Constituição”

Mais cedo, autoridades fizeram buscas na casa da deputada. A operação faz parte de uma investigação federal em andamento, segundo o Departamento de Justiça americano.

Uma pessoa familiarizada com o caso disse à Reuters que a busca decorre de uma investigação criminal relacionada a uma possível fraude migratória. Parte das apurações envolve documentos de imigração da parlamentar, nascida na Somália, que teriam sido preenchidos por seu falecido pai quando ela ainda era criança.

Em comunicado, um porta-voz do Departamento de Justiça afirmou que agentes do HSI (Investigações de Segurança Interna), órgão ligado ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), cumpriram um mandado de busca autorizado pela Justiça na região de Washington. O departamento não detalhou o objeto da investigação.

Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, disse à emissora Fox Business Network que o Departamento de Justiça conduz a investigação em conjunto com o Departamento de Segurança Interna. Ele não deu detalhes sobre o caso.

Um representante de Omar não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

A operação ocorre pouco mais de três semanas antes das Eleições de Meio de Mandato, marcadas para 3 de novembro. O Partido Republicano tentará manter suas estreitas maiorias no Congresso.

Omar, uma das principais representantes da ala progressista do Partido Democrata, concorre à reeleição em um distrito considerado seguro para os democratas. Ela venceu a disputa de 2024 por uma margem de 50 pontos percentuais.

Em publicação na rede social X, Omar afirmou que “não será silenciada”.

“Estou bem. Não se enganem: trata-se de uma tentativa de atacar adversários políticos e instrumentalizar as forças de segurança federais. Há dez anos, Trump me ataca com mentiras infundadas e campanhas de difamação. Esta é apenas a mais recente escalada em sua campanha de intimidação política. Não serei silenciada”, dizia a publicação de Omar na rede social X.

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Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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