Marco Rubio afirmou que acompanhará o desenrolar da disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira, 5, que “todos esperavam” um segundo turno nas eleições presidenciais do Brasil e disse que acompanhará o desenrolar da disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Foi para o 2º turno e todos esperavam que isso fosse acontecer. Vamos ver como as coisas se desenrolam”, afirmou Rubio em entrevista a jornalistas antes de embarcar para a Islândia, sem citar nenhum dos dois candidatos. Com 100% das urnas apuradas, Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula no primeiro turno, realizado no domingo, 4.
Rubio evitou, porém, endossar publicamente Flávio Bolsonaro, apesar de manter proximidade com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro e de ser um dos integrantes do governo do presidente Donald Trump mais críticos ao governo Lula. A cautela repete a postura adotada pelo próprio presidente americano nos dias que antecederam a eleição. Trump afirmou que acompanhava o pleito brasileiro muito de perto, mas também não declarou apoio formal ao candidato do PL.
Nesta segunda, o ocupante do Salão Oval foi às redes para elogiar a rapidez na apuração, na véspera, do primeiro turno das eleições brasileiras.
No post, porém, Trump confundiu o Brasil com outro país, dizendo que “125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial da Índia”. A nação asiática, onde vivem não milhões, mas quase 1,5 bilhões de habitantes (a maior população do mundo) não foi às urnas no domingo, 4. Posteriormente, a postagem foi editada com a correção.
O republicano, que vem questionando a integridade do sistema eleitoral americano desde que perdeu as eleições de 2020 para o democrata Joe Biden, usou o exemplo brasileiro para dizer que a votação nos Estados Unidos é “corrupta”.
“Os resultados (no Brasil) saíram logo após o encerramento da votação, no MESMO DIA!”, exclamou o presidente americano. “Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e em inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados com números muito menores muitas vezes levam semanas para serem fraudados… digo, calculados. O sistema de votação nos EUA é CORRUPTO!!! Presidente DJT”, completou ele.
Fonte: veja.abril.com.br