Peña chegou a renunciar, o que foi rejeitado pela Câmara, que decidiu dar prosseguimento à abertura do processo de destituição
O Senado do Paraguai começou nesta quinta-feira, 5, a analisar o pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña. O processo ocorre em meio à grave crise que se abateu sobre o país após a quebra do Ueno Bank, banco digital que atende a quase metade da população paraguaia. A análise foi interrompida à noite e deve ser retomada nesta sexta.
Peña chegou a renunciar, o que foi rejeitado pela Câmara, que decidiu dar prosseguimento à abertura do processo de impeachment. O Senado deveria analisar se aceitaria a renúncia, mas a sessão foi interrompida por falta de quórum.
Mais cedo nesta quinta, a Câmara rejeitou o pedido de impeachment do vice-presidente, Pedro Alliana.
Crise bancária
O processo foi instaurado nesta manhã, após a falência do banco digital Ueno, uma das maiores instituições financeiras paraguaias, que levou ao congelamento dos depósitos de cerca de 3 milhões de pessoas. A crise bancária mergulhou a nação sul-americana em uma turbulência financeira e social, com a renúncia do presidente do Banco Central e uma explosão de protestos na capital, Assunção.
O texto da acusação pedia a abertura de um processo de impeachment “por mau desempenho de suas funções no exercício do cargo”. Entre as acusações contra Peña está a de “conflito de interesses”, além de questionamentos sobre o aumento do seu patrimônio.
O presidente paraguaio, que assumiu o cargo em 2023 para um mandato até 2028, possuía ações de um grupo que controlava o Ueno Bank, das quais se desvinculou em março de 2025.
Fonte: veja.abril.com.br