A maioria da oposição decidiu apoiar a medida de última hora, incluindo o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL)
O Senado aprovou em dois turnos nesta quarta-feira, 14, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. A votação em dois turnos contou com o apoio de 75 senadores, ante 1 que votou contra a medida.
O voto contrário veio do senador e vice-presidente do então governo de Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O voto foi contrário ao da maioria da oposição, que decidiu apoiar a medida de última hora, incluindo o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Para que uma PEC seja aprovada no Senado, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 81 integrantes da Casa. Trata-se da primeira redução de jornada desde a Constituição de 1988, que fixou o teto de 44 horas. O texto segue para promulgação.
Um dia antes da votação, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que votaria à favor da PEC apesar de suas criticas recorrentes à medida, proposta pelo governo Lula. O senador chegou a chamar a iniciativa de “oportunista”, afirmando que Lula estaria utilizando a PEC para ganhar votos nas eleições.
O apoio ocorreu após uma visita ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador, porém, manteve suas ressalvas sobre os efeitos da redução da jornada. Segundo ele, a mudança pode exigir contratações e ampliar a informalidade.
Vou votar a favor do fim da 6×1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre, afirmou ao deixar o encontro
Fonte: veja.abril.com.br