Moradores de comunidades de Niterói participam de projeto de separação de recicláveis Iniciativa da Companhia Municipal de Limpeza Urbana de Niterói (Clin) começou em 2020 e passou a recolher 708 toneladas de materiais recicláveis em 2025. Atualmente, resíduos separados nas comunidades representam cerca de 11% de todo o volume de recicláveis coletado pela companhia na cidade. Separar o lixo faz parte da rotina de Iranir Alexandrina, moradora do bairro de Fátima, em Niterói. Na casa de

Moradores de comunidades de Niterói participam de projeto de separação de recicláveis Iniciativa da Companhia Municipal de Limpeza Urbana de Niterói (Clin) começou em 2020 e passou a recolher 708 toneladas de materiais recicláveis em 2025. Atualmente, resíduos separados nas comunidades representam cerca de 11% de todo o volume de recicláveis coletado pela companhia na cidade. Separar o lixo faz parte da rotina de Iranir Alexandrina, moradora do bairro de Fátima, em Niterói. Na casa dela, restos de comida, papelão, garrafas PET e outros materiais são colocados em recipientes diferentes antes de serem levados para os pontos de coleta. A garrafinha dágua vai tudo num lixo só. Aí papelão eu separo na bolsa, PET e plástico em outra e o lixo orgânico em outra também. Todos os dias eu desço com três bolsas de lixo, conta. O hábito, que hoje faz parte do dia a dia de Iranir e de outros moradores, começou a ser incentivado há cinco anos, com a chegada do projeto Comunidade Sustentável, da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin). Siga o canal de notícias do g1 Rio no WhatsApp Grandes latas de lixo recebem os detritos separados para reciclagem em comunidades de Niterói Reprodução/ TV Globo A iniciativa utiliza contêineres identificados por cores para facilitar a separação. Os equipamentos marrons recebem resíduos orgânicos, como restos de comida e cascas de alimentos. Já os azuis são destinados aos materiais recicláveis, como papel, plástico e vidro. Ao todo, são 67 equipamentos instalados em 24 comunidades de Niterói. A coleta é realizada diariamente. Segundo a Clin, depois de recolhidos, os materiais passam por uma área de transbordo. Os recicláveis são encaminhados para cooperativas de catadores, onde são separados e preparados para reaproveitamento. Volume de recicláveis aumenta Iranir Alexandrina, moradora de Niterói, se acostumou a separar o lixo reciclável Reprodução/ TV Globo No primeiro ano do projeto, em 2020, foram recolhidas 24 toneladas de materiais recicláveis nas comunidades atendidas. Em 2025, o volume chegou a 708 toneladas. Atualmente, os materiais recicláveis recolhidos nesses locais representam cerca de 11% de todo o volume coletado pela Clin na cidade. A previsão é instalar mais cinco pontos de coleta até o fim deste ano. Para o presidente da Associação de Moradores do bairro de Fátima, Carlos Fonseca, um dos principais desafios no início do projeto foi conscientizar os moradores sobre os impactos do descarte inadequado. Os moradores não tinham essa noção dos malefícios que o lixo traz. E a conscientização foi o mais difícil realmente, afirma. O trabalho também conta com equipes de conscientização ambiental formadas por garis. Os profissionais orientam os moradores sobre a separação e o descarte correto dos resíduos. Segundo o gari Fábio Vigno Carvalho, houve resistência no início, mas a orientação ajudou a mudar a percepção dos moradores. A princípio, até encontramos alguma resistência, mas quando elas são orientadas por nossa equipe passam a entender que realmente é um projeto que vai dar certo e é de bom uso. Ali termina a contaminação do local, termina a sujeira e acontece uma organização. Com isso vem uma melhor qualidade de vida, diz. Projeto mudou área usada como ponto de descarte Coleta de lixo vira assunto de toda comunidade em Niterói, na Região Metropolitana do Rio Reprodução/ TV Globo Na comunidade do Bonfim, no Fonseca, o projeto chegou há cerca de um ano. Antes da instalação dos equipamentos, o local já era utilizado pelos moradores para descartar lixo, mas de maneira desorganizada. Segundo os moradores, o descarte irregular provocava sujeira e riscos à saúde de quem vive na região. Com a instalação dos contêineres, a área passou a ter pontos definidos para cada tipo de resíduo. A proposta é que os moradores saibam onde e como descartar o lixo, evitando o acúmulo de materiais e facilitando o encaminhamento dos recicláveis para as cooperativas.
Fonte: g1.globo.com