Jalser Renier é preso pela PF por suspeita de compra de votos em Roraima O candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB), conhecido em Roraima como "Menino de ouro", foi preso novamente pela Polícia Federal nesta quinta-feira (1º), por suspeita de compra de votos. Ex-deputado, Jalser já foi preso cinco vezes e esteve envolvido em outros escândalos no estado. As duas últimas prisões ocorreram em uma semana. Jalser Renier é um dos políticos mais conhecidos de Roraima. Ele foi deputa

Jalser Renier é preso pela PF por suspeita de compra de votos em Roraima O candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB), conhecido em Roraima como "Menino de ouro", foi preso novamente pela Polícia Federal nesta quinta-feira (1º), por suspeita de compra de votos. Ex-deputado, Jalser já foi preso cinco vezes e esteve envolvido em outros escândalos no estado. As duas últimas prisões ocorreram em uma semana. Jalser Renier é um dos políticos mais conhecidos de Roraima. Ele foi deputado estadual por 27 anos, mas teve o mandato cassado pela Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR) em 2022, por quebra de decoro. Entenda mais abaixo. Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A cassação ocorreu após ele ser acusado de ser o mandante do sequestro e da tortura do jornalista Romano dos Anjos, em outubro de 2020. A decisão também o deixou inelegível até 2030. No entanto, em agosto de 2026, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar que suspendeu parcialmente os efeitos da cassação. Com isso, Jalser ficou autorizado a participar dos atos necessários para disputar as eleições deste ano e tenta voltar ao cargo. LEIA TAMBÉM: Jalser Renier é preso pela PF por compra de votos pela segunda vez em uma semana Roraima Jalser Renier e mãe dele são alvos da PF por suspeita de compra de votos em Roraima Escândalo dos Gafanhotos, sequestro: Ex-deputado estadual Jalser Renier Reprodução/Instagram Jalser Renier foi preso pela primeira vez em 2003 por envolvimento no maior caso de corrupção em Roraima, o "Escândalo dos Gafanhotos". Em 2016, ele voltou a ser preso pelo mesmo motivo. Na segunda prisão, Jalser já era presidente da Ale-RR e cumpria regime semiaberto. Ele passava a noite na prisão e, durante o dia, cumpria o expediente na Assembleia. Na época, Renier ficou nacionalmente conhecido como "presidente presidiário". Em 2017, ele ganhou liberdade. Em 2019, Jalser foi alvo das operações "Cartas Marcadas" e "Royal Flush", deflagrada pelo Ministério Público de Roraima, que investigou crimes de fraudes em processos licitatórios, contratos administrativos, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de Justiça. A ação também mirou a então esposa dele, Cinthya Gadelha, e outras cinco pessoas ligadas a Jalser. Ele não foi preso nessas ações. No mesmo ano, Jalser foi condenado a pagar R$ 40 mil de indenização à então prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), em um processo em que ela pedia reparação por ter sido xingada e ameaçada por ele durante uma entrevista em uma rádio, em outubro de 2018. Em 2021, Jalser voltou a ser preso. Dessa vez, a prisão ocorreu durante as investigações sobre o sequestro e a tortura do jornalista Romano dos Anjos, em outubro de 2020. À época do crime, Renier era presidente da Assembleia. Um ano depois, teve o mandato de deputado cassado por quebra de decoro. No mesmo ano, após perder o mandato, Jalser, oito policiais militares e um ex-servidor da Assembleia se tornaram réus no processo sobre o crime. No processo penal sobre o caso do jornalista, Jalser é réu por sete crimes: sequestro qualificado, tortura qualificada, constituição de milícia privada, dano qualificado, roubo majorado, cárcere privado e violação de domicílio qualificada. O caso ainda não foi julgado. Suspeita de crimes eleitorais Agora, Jalser voltou ao noticiário ao ser preso por suspeita de compra de votos. Em 24 de setembro de 2026, a Polícia Federal encontrou R$ 19 mil em dinheiro e planilhas relacionadas à campanha no escritório dele, em Boa Vista A apreensão levantou a suspeita de compra de votos. A operação da PF investigava lavagem de dinheiro. O g1 apurou que documentos apreendidos continham anotações com a sigla BU, o que poderia indicar uma possível compra de votos. Jalser passou a noite na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (Pamc), o maior presídio de Roraima, e foi solto em 25 de setembro, após passar por audiência de custódia e pagar fiança. Na segunda prisão por suspeita de crime eleitoral, nesta quinta-feira (1º), Jalser foi preso na própria casa e levado à sede da PF em Roraima por agentes de elite do Grupo de Pronta Intervenção (GPI). A suspeita é de que o candidato compraria votos de mais 12 mil eleitores e planejava gastar R$ 4 milhões com o crime. A mãe dele e outras cinco pessoas apontadas como coordenadoras de campanha também foram alvos da operação. A Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços de investigados em Boa Vista, no Cantá e em Caracaraí, por determinação da Justiça Eleitoral. A operação também determinou medidas cautelares contra os investigados. Nascido em Roraima, Jalser Renier Padilha tem 54 anos. Ele é casado com Tatyanne Aguillera Padilha, a Dra. Taty (PSDB), que disputa uma vaga de deputada federal por Roraima nas eleições de 2026. Jalser Renier e a esposa, Dra. Taty, são candidados a deputado estadual e deputada federal Reprodução/Instagram Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Fonte: g1.globo.com