Operação Blackout foi deflagrada a partir de alerta da Light, que demitiu dois funcionários suspeitos de envolvimento no caso
A Polícia Civil fez buscas em sete endereços nesta quarta-feira, 4, para aprofundar uma investigação sobre o envolvimento de funcionários da concessionária de energia Light no furto de aproximadamente 500 metros de cabos de cobre em uma instalação elétrica na Rua da Passagem, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Dois homens foram conduzidos à delegacia e um deles foi preso em flagrante por receptação.
A Light informou que demitiu dois técnicos e que encaminhou informações às autoridades policiais quando identificou a suspeita do crime em abril. “A concessionária reforça seu compromisso com a ética e a integridade e ressalta que, ao identificar qualquer irregularidade, adota as medidas cabíveis e comunica os fatos aos órgãos competentes, colaborando com as investigações”, afirmou em nota.
A ação desta quarta, batizada de Operação Blackout, foi deflagrada por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos. Até o momento, 25 funcionários da concessionária são investigados. Há suspeitas de que o furto dos cabos em Botafogo possa estar relacionado a outros crimes semelhantes, envolvendo mais de dois quilômetros de cabos de cobre.
As investigações tiveram início após a comunicação da concessionária. A polícia concluiu que o crime ocorreu na madrugada do dia 11 de abril. Na ocasião, a extração dos cabos, avaliados em 80 000 reais, causou uma interrupção no fornecimento de energia na região.
A polícia analisou imagens de câmeras de segurança que mostram que, após o furto, os criminosos seguiram em direção a um ferro-velho no Parque Boa Esperança, no Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, entre os dias 12 de abril e 19 de maio, 16 veículos vinculados à concessionária passaram pelo depósito em 37 ocasiões diferentes, sem que fossem emitidas ordens de serviço no local.
Como o ferro-velho está localizado em uma área dominada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), a operação desta quarta-feira foi apoiada por equipes especializadas da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil e por dois veículos blindados.
A Polícia Civil afirmou que vai analisar o material apreendido e que novas fases da Operação Blackout poderão ser deflagradas em breve. “As investigações prosseguem para esclarecer a participação de cada suspeito, identificar outros possíveis envolvidos e verificar a existência de novos episódios de furto e receptação de cabos de cobre”, disse a corporação em nota.
Fonte: veja.abril.com.br