Segundo levantamento, expectativa de melhora perde força e cresce a incerteza sobre os próximos seis meses
A percepção dos eleitores sobre a economia brasileira pouco mudou na última semana, mas a incerteza sobre os próximos seis meses aumentou. Segundo a pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 19, a parcela que espera melhora na economia caiu de 54,3% para 51,4% em relação ao levantamento de 13 de outubro, enquanto os que não sabem ou não responderam passaram de 15,9% para 20%. Não houve, porém, avanço do pessimismo: a expectativa de piora permaneceu em 12,4%. Outros 16,2% acreditam que a situação ficará igual, ante 17,3% na rodada anterior.
Na avaliação do presente, a maioria continua insatisfeita com a economia do país. A proporção dos que a classificam como ruim ou péssima oscilou de 50,6% para 51,1%, enquanto a avaliação ótima ou boa passou de 16,4% para 17,1%. A principal movimentação ocorreu entre os que consideram a situação regular, de 31,4% para 29,2%. O contraste entre uma avaliação predominantemente negativa do momento atual e uma expectativa majoritariamente positiva para os próximos meses permanece, portanto, como uma característica do levantamento.
Quando olham para o próprio bolso, os entrevistados apresentam um quadro menos negativo, mas também sem sinal claro de melhora. A avaliação positiva da situação financeira pessoal passou de 34,1% para 31,6%, e a negativa recuou de 20,1% para 18,7%; em contrapartida, a classificação regular subiu de 44,6% para 47,6%.
Para os próximos seis meses, a expectativa de melhora nas finanças pessoais oscilou de 51,4% para 49,6%, e a de piora, de 6,8% para 6,1%. Novamente, cresceu sobretudo a indefinição: os que não souberam responder passaram de 12,5% para 15,9%.
O movimento recente relativiza, mas não desfaz, o aumento do otimismo registrado desde o fim de setembro. Na rodada de 28 daquele mês, 46,6% esperavam melhora na economia nacional, ante os atuais 51,4%, e 18,7% previam piora, contra 12,4% agora. Os números medem expectativas dos eleitores, não o desempenho efetivo da economia, e as oscilações entre rodadas exigem cautela.
Contratada pelo BTG Pactual, a pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 16 e 18 de outubro, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, e está registrada no TSE sob o número BR-04499/2026.
Fonte: veja.abril.com.br