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Paes admite que esperava resultado melhor e promete subir o tom contra adversário no 2° turno

Ex-prefeito do Rio era favorito nas pesquisas, mas terminou em segundo lugar; ele vai manter estratégia de tentar evitar polarização

Favorito nas pesquisas de intenção de voto desde o início da campanha ao governo do Rio, o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) amargou uma reviravolta neste domingo, 4, e terminou o primeiro turno em segundo lugar, atrás do candidato bolsonarista Douglas Ruas (PL), que teve um crescimento vertiginoso na reta final da corrida eleitoral. Os dois devem se enfrentar no segundo turno – a realização ou não de uma nova rodada de votação, no dia 25 de outubro, depende do que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai definir em relação à candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), que concorreu sub judice e pode ter os votos anulados, o que daria a vitória a Ruas já no primeiro turno. Não há data para o TSE tomar uma decisão.

Ao final de apuração, Paes admitiu que esperava um resultado melhor, mas afirmou que vai trabalhar por uma virada. O que nós estamos discutindo aqui é o estado do Rio de Janeiro e os interesses do estado. Não será o Flávio Bolsonaro e não será o Lula que vão governar o estado, declarou.

Ao lado dos apoiadores, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o ex-prefeito fez um pronunciamento breve ao final da apuração. A tendência é que ele suba o tom contra Douglas Ruas e aumente os ataques diretos. A gente precisa neste segundo turno colocar os pingos nos is. Nós estamos falando de um jovem político que ficou milionário fazendo política, atacou. Vamos apontar todas as fragilidades que existem do lado de lá.

Paes estava acompanhado da mulher, Cristiane, da vice, Jane Reis (MDB), do irmão dele, o cacique emedebista Washington Reis, de Pedro Paulo (PSD), candidato derrotado ao Senado, de Daniel Soranz (PSD) e Netinho Reis (MDB), candidatos à Câmara, e do prefeito da capital, Eduardo Cavaliere (PSD), seu sucessor. Ele acompanhou a apuração em casa. Ao chegar no QG da campanha, se encaminhou para uma sala fechada com os aliados antes de subir ao púlpito para discursar. Ele não respondeu perguntas dos jornalistas.

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Se depender de Eduardo Paes, a campanha até o segundo turno vai fugir da polarização. O ex-prefeito busca escapar do embate com o bolsonarismo, movimento político que nasceu no Rio de Janeiro. A estratégia tem uma razão concreta: o senador Flávio Bolsonaro (PL) repetiu o desempenho do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2018 e em 2022, e também levou a melhor no estado neste ano, com uma vantagem de 1,2 milhão de votos.

A missão de Eduardo Paes é especialmente difícil porque a nacionalização será a principal estratégia do adversário para crescer nas pesquisas e também porque, ao contrário da eleição municipal, que frequentemente fica circunscrita a problemas locais, a disputa estadual ocorre simultaneamente com a presidencial.

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Neste domingo, ao votar de manhã, o candidato apelou para o voto útil. Pediu que eleitores da direita e da esquerda abrissem mão do voto crítico e disse estar confiante de que poderia liquidar a fatura no primeiro turno. O resultado das urnas passou longe do esperado.

O resultado no Rio é um golpe duro na campanha de Lula, que sonhava com uma vitória de Paes no primeiro turno para que o ex-prefeito pudesse ficar livre para trabalhar por sua reeleição, sem a preocupação de ser prejudicado pela rejeição do petista em território fluminense. De olho na própria sobrevivência, Paes tende a manter uma distância de segurança do presidente.

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Fonte: veja.abril.com.br

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