Especialista avalia que atuação dos irmãos Bolsonaro nos Estados Unidos pode abrir espaço para outras lideranças da direita
A tentativa de Flávio e Eduardo Bolsonaro de fazer oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir dos Estados Unidos pode enfrentar dificuldades e abrir espaço para outras lideranças da direita brasileira. A avaliação é do cientista político Elias Tavares, que participou do programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal. Para o especialista, a ausência física dos irmãos compromete a capacidade de articulação política e de mobilização de apoiadores. “É uma oposição home office, à distância”, afirmou. (este texto é um resumo do vídeo acima)
A análise ocorre às vésperas da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), prevista para acontecer entre os dias 4 e 7 de novembro, em Palm Beach, na Flórida. Eduardo Bolsonaro tem participação confirmada como palestrante em um dos painéis, enquanto há expectativa de que Flávio acompanhe o irmão, embora sua presença não tenha sido oficialmente anunciada. O evento é apontado como uma oportunidade para os dois articularem uma atuação internacional coordenada contra o governo Lula.
Por que a oposição à distância pode não funcionar?
Segundo Elias Tavares, a presença física continua sendo fundamental para uma oposição que pretende conquistar protagonismo político. O cientista político destacou que a própria campanha de Flávio Bolsonaro demonstrou a importância da mobilização nas ruas e do contato direto com os eleitores.
“É muito difícil eles conseguirem ser de fato uma oposição”, afirmou. Para Tavares, os irmãos podem continuar alimentando o bolsonarismo entre os apoiadores que consideram correta a decisão de Flávio de deixar o país. Isso, entretanto, não significa que conseguirão exercer a mesma influência política de uma atuação presencial no Brasil.
O especialista considera que a estratégia pode funcionar como instrumento de comunicação e mobilização de uma parcela dos apoiadores, mas apresenta limitações práticas. “Serve para narrativa”, resumiu, ao avaliar o alcance da oposição conduzida dos Estados Unidos
Quem pode ocupar o espaço deixado por Flávio Bolsonaro?
Na avaliação do cientista político, a ausência dos irmãos pode transferir o protagonismo da oposição para outras figuras da direita, especialmente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e Michelle Bolsonaro.
O risco apontado por Elias Tavares é que a atuação no exterior acabe criando um espaço político que outras lideranças poderão ocupar. Na sua avaliação, a estratégia pode preservar o discurso de oposição entre os apoiadores dos irmãos, mas não necessariamente se traduzir em protagonismo nas articulações políticas dentro do Brasil.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Fonte: veja.abril.com.br