Policiais militares também estão na mira da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em esquema no Rio de Janeiro
Um militar da Marinha foi preso temporariamente por posse irregular de arma de fogo. Ele é um dos alvos na 2ª fase da Operação Polaridade, da Polícia Federal, que mira um esquema de fraudes em processos de aquisição de armas e munições destinadas a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).
Além do oficial, dois policiais militares estão entre os investigados. A apuração aponta que pessoas interessadas em obter autorização para adquirir armas de fogo fariam pagamentos a um funcionário terceirizado da Polícia Federal, que facilitaria o processo de aquisição.
Como parte da investigação, policiais federais fizeram buscas na última quarta-feira, 4, em Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda. Os agentes da PF apreenderam sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda. O material será submetido a perícia, assim como aparelhos eletrônicos e documentos coletados.
A Polícia Federal afirmou que as diligências continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a operação do esquema criminoso. “Os investigados poderão responder, conforme suas responsabilidades, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, associação criminosa, falsidade ideológica e comércio ilegal de arma de fogo, entre outros delitos que possam ser identificados no decorrer da investigação”, afirmou a corporação em nota.
Operação Polaroide
A primeira etapa da Operação Polaroide foi deflagrada no dia 4 de setembro, quando agentes cumpriram 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em municípios do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Na ocasião, 11 pessoas foram presas e quatro fuzis foram apreendidos. Durante desdobramentos posteriores, foram localizados mais armamentos, totalizando ao menos 17 fuzis e oito pistolas apreendidos no âmbito da operação.
O ponto de partida da investigação foi a identificação de que um colaborador terceirizado, vinculado ao Núcleo de Armas da PF responsável pela administração e controle da posse de armas de fogo , aprovou requerimentos sem a apresentação de documentação obrigatória. Inconsistências, como autorização mediante a apresentação de documentos falsos ou incompatíveis, foram identificadas em vários processos. Além disso, as diligências apontaram vínculos entre requerimentos analisados e armas apreendidas em uma operação.
Fonte: veja.abril.com.br