Polícia Federal investiga fogo que destruiu prédio da universidade na noite de quarta-feira, 7
O incêndio que atingiu, na noite de quarta-feira, 7, um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Campus Recife, será investigado pela Polícia Federal. A unidade abrigava laboratórios de fármacos, informática e genética, e um núcleo de pesquisa em inovação terapêutica.
O prejuízo chega a R$ 100 milhões de reais. O fogo destruiu todos os equipamentos do primeiro andar do prédio, antes que as chamas fossem contidas pelo Corpo de Bombeiros, e um acervo científico com materiais e amostras acumulados ao longo de duas décadas. De acordo com o reitor Alfredo Gomes em entrevista à TV Globo, cerca de 100 pesquisas eram conduzidas ali por docentes, mestrandos, doutorandos e estudantes de iniciação científica.
Havia ali estudos diversos sobre câncer, obesidade, autismo e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), por exemplo. Durante a pandemia de covid-19, o prédio foi usado para estudar a doença que, posteriormente, seguiu sendo pesquisada ali.
Em nota, a UFPE afirmou lamentar profundamente o incêndio, especialmente pelos impactos sobre as pesquisas desenvolvidas no local, e prestou solidariedade aos pesquisadores, docentes e estudantes afetados. A universidade ainda avaliará a dimensão real da perda.
A Polícia Federal informou que foi enviada uma equipe de peritos à universidade para realizar o exame do local e que será instaurado inquérito para apurar as causas do incêndio. Este foi o terceiro incêndio registrado em instalações da UFPE em uma semana: no domingo, foi afetado o laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências; no dia 30 de setembro, chamas atingiram um laboratório do Departamento de Física. Ninguém ficou ferido.
Fonte: veja.abril.com.br