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O destino dos votos da terceira via no segundo turno entre Flávio e Lula, segundo diretor de instituto de pesquisa

Diretor da AtlasIntel avalia que o perfil dos eleitores pode favorecer Flávio, mas Lula ainda tem espaço para conquistar parte desse eleitorado

Os votos dos candidatos que ficaram fora do segundo turno podem ter papel decisivo na disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação de Yuri Sanches, diretor de risco político da AtlasIntel, o perfil mais conservador e oposicionista de parte dos eleitores da chamada terceira via tende a favorecer o senador do PL. O cenário, porém, não é uniforme: os apoiadores dos diferentes candidatos derrotados apresentam comportamentos distintos, e uma parcela ainda pode optar por Lula ou pela abstenção. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Sanches analisou as possibilidades de transferência de votos para a etapa final da eleição presidencial. Segundo ele, Flávio tem potencial para ampliar sua votação entre eleitores que apoiaram outros candidatos no primeiro turno, enquanto Lula pode buscar apoio entre grupos que demonstraram resistência à polarização, especialmente nos centros urbanos.

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Para onde devem ir os votos de Zema e Caiado?

Segundo Sanches, os eleitores de Romeu Zema e Ronaldo Caiado apresentam uma tendência mais favorável a Flávio Bolsonaro. O diretor da AtlasIntel atribuiu esse comportamento ao perfil mais conservador desses grupos e à postura de oposição ao governo Lula.

Na entrevista, o analista afirmou que os votos desses candidatos representam uma oportunidade para o senador do PL ampliar sua base eleitoral. A transferência, entretanto, não foi apresentada como automática, nem acompanhada de percentuais específicos para os eleitores de Zema e Caiado.

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A avaliação de Sanches é que o perfil político dos apoiadores dos candidatos derrotados pode facilitar a aproximação com Flávio, mas o resultado dependerá da capacidade da campanha de conquistar esses eleitores no segundo turno.

O que pode acontecer com os eleitores de Cury e Renan?

Ao comentar os grupos de eleitores de outros candidatos, Sanches descreveu cenários mais divididos. Segundo ele, os apoiadores de Augusto Cury apresentam um comportamento que não aponta para uma transferência integral a um dos dois finalistas.

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Já entre os eleitores de Renan Santos, o analista identificou uma divisão maior, com uma maioria tendendo a Flávio, uma parcela de aproximadamente 20% a 25% inclinada a Lula e cerca de um terço com possibilidade de se abster.

Os dados citados na entrevista indicam, portanto, que a disputa pelo eleitorado de candidatos derrotados não se resume a uma migração direta entre os dois finalistas. A decisão de não votar também pode influenciar o resultado, assim como a capacidade das campanhas de convencer eleitores que ainda não definiram seu posicionamento.

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Qual é o potencial de transferência de votos para Flávio?

Na avaliação de Sanches, o senador do PL poderá ficar em uma posição mais confortável se conseguir atrair entre 30% e 40% dos eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno.

Então, se Flávio Bolsonaro conseguir manter atrair cerca de 30%, pelo menos desses eleitores, 30 a 40% desse eleitor que votou em candidatos, ele estaria numa posição mais confortável para um segundo turno contra o presidente Lula, afirmou.

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Lula ainda pode conquistar parte da terceira via?

Embora tenha apontado uma tendência favorável a Flávio entre eleitores de perfil mais conservador, Sanches também identificou oportunidades para Lula. Segundo ele, os centros urbanos concentram um contingente relevante de eleitores que demonstraram cansaço com a polarização, mas não necessariamente rejeição ao presidente.

Na avaliação do diretor da AtlasIntel, esse grupo pode representar uma oportunidade para a campanha petista, especialmente se Lula conseguir apresentar propostas alinhadas às preocupações dos eleitores e convencê-los de que merece um novo mandato.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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Fonte: veja.abril.com.br

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