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O curioso caso da cidade no Rio onde os eleitores também votarão para prefeito

Itaguaí vive crise política desde 2020 e é governada por presidente da Câmara

Localizado na Região Metropolitana do Rio, o município de Itaguaí vive uma crise política há anos e, no próximo dia 25, seus eleitores irão às urnas também para escolher o prefeito. Na última eleição municipal, Rubem Vieira de Souza (Podemos), conhecido como Dr. Rubão, foi o candidato mais votado. Ele, no entanto, teve a validade da sua candidatura contestada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE): reeleito, o político estaria exercendo um terceiro mandato consecutivo, o que é proibido pela Constituição Federal. Em 2020, Dr. Rubão era presidente da Câmara Municipal e acabou assumindo o comando da prefeitura de julho até o final daquele ano porque o prefeito e o vice foram afastados. Candidato ao cargo no mesmo ano, foi eleito pela população. Em 2024, disputou novamente a cadeira. 

O caso virou um grande imbróglio judicial. Quem assumiu o governo em 2025 foi o presidente da Câmara, Haroldinho Jesus (PDT). Só que depois, no mesmo ano, Dr. Rubão conseguiu retornar por meio de liminar, mas sua permanência durou pouco: no final de 2025, o STF derrubou a decisão, e o vereador retornou a gerir o município de forma interina. Em junho deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou de vez o ex-prefeito, determinando eleição suplementar. Haroldinho está em campanha, concorrendo contra outras cinco chapas. No entanto, nesta quinta, 15, o TRE indeferiu a candidatura de Keilane Goulart (Novo), com base no artigo do Código Eleitoral que proíbe o registro de uma mesma pessoa para cargos diferentes em mais de uma circunscrição eleitoral.

Candidata barrada

Ela mantinha dois registros ativos: um para deputada federal (circunscrição estadual) – Keilane terminou como suplente, recebendo 6.404 votos –  e outro a prefeita de Itaguaí (circunscrição municipal). O desembargador Bruno Bodart, relator do processo no TRE, diz que a dupla candidatura compromete a isonomia entre os candidatos, gera risco de confusão contábil e patrimonial, ao dificultar a fiscalização dos recursos destinados à campanha, e pode desequilibrar a disputa.

Esse é mais um componente na grande confusão que virou a política da cidade, de 116 mil habitantes. A candidata pode recorrer ao TSE.  Além dela e Haroldinho, disputam a prefeitura Alexandre Valle (PL); Hélio Cristóvão de Carvalho da Silva, o Dr. Helinho (PRD); Luciano Mota (PT); e Marcelo Cunha (Democrata).

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Fonte: veja.abril.com.br

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