Publicação da Associação Brasileira de Críticos de Cinema revisita a história da produção nacional e reúne análises de especialistas
Dez anos após elencar as obras mais importantes da cinematografia nacional, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) revisitou a questão e apresenta uma seleção renovada no livro 100 Filmes Brasileiros Essenciais, que será lançado na sexta-feira, 23 de outubro, durante a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
Publicado pela editora Literíssima, o volume percorre diferentes períodos da produção nacional, do experimental Limite (1931), de Mário Peixoto, ao premiado O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho. Os textos são assinados por críticos e especialistas brasileiros, cada um dedicado a uma obra, além de quinze artigos históricos e analíticos. Entre os colaboradores está a autora desse blog, Raquel Carneiro, editora de Cultura de VEJA, responsável pelo texto sobre Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund. Baseado no romance homônimo de Paulo Lins, o longa retrata a ascensão do crime organizado em uma comunidade carioca e se tornou um marco do cinema nacional, com repercussão internacional e quatro indicações ao Oscar de 2004.

A nova seleção também procura corrigir lacunas históricas. Se a primeira pesquisa da Abraccine, realizada em 2016, privilegiava nomes e obras tradicionalmente reconhecidas pela crítica, a edição atual amplia o olhar para produções e cineastas antes marginalizados, contemplando maior diversidade de épocas, gêneros e perspectivas. O livro conta ainda com uma apresentação do crítico egípcio Ahmed Shawky, presidente da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci), que reflete sobre o prestígio da produção brasileira no exterior.
Organizada por Danilo Fantinel, Ivonete Pinto e Paulo Henrique Silva, a publicação será apresentada ao público durante o VI Encontro de Ideias Audiovisuais, evento de mercado integrado à Mostra de São Paulo. Os organizadores e diversos autores participarão de uma sessão de autógrafos no Solar Fábio Prado, no Jardim Paulistano, às 17h do dia 23 de outubro.
Fonte: veja.abril.com.br