O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem dito a interlocutores que pode pautar para depois do segundo turno das eleições o processo que trata do pedido de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nunes Marques é o relator da revisão criminal apresentada pela defesa de Bolsonaro. Segundo interlocutores, o processo já está pronto para ser julgado, mas o ministro ainda não liberou a ação para evitar acusações de interferência no processo

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem dito a interlocutores que pode pautar para depois do segundo turno das eleições o processo que trata do pedido de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nunes Marques é o relator da revisão criminal apresentada pela defesa de Bolsonaro. Segundo interlocutores, o processo já está pronto para ser julgado, mas o ministro ainda não liberou a ação para evitar acusações de interferência no processo eleitoral. Já que Nunes é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela CBN com fontes do Supremo. Críticas ao processo da tentativa de golpe O ministro também tem dito a auxiliares que vê uma série de exageros no processo sobre a tentativa de golpe, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes. Nessa ação Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão. Nunes indicou que pretende levar a revisão criminal para análise do plenário do STF, independentemente do resultado das eleições. Divergências dentro do STF O assunto divide opiniões dentro da própria Corte e pode representar mais um ponto de desgaste entre os ministros. Os ministros que participaram do julgamento e votaram pela condenação de Bolsonaro consideram que o processo foi legítimo e não identificaram esses supostos excessos que pode ser apontado por Nunes. Por outro lado, o ministro Luiz Fux, que também participou do julgamento na Primeira Turma, divergiu de Moraes e foi o único a votar pela absolvição de Bolsonaro. A discussão acontece em meio à disputa presidencial. Flávio Bolsonaro diz que concederá indulto ao pai se for eleito O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, já afirmou que, se for eleito, pretende conceder indulto ao pai e a outros condenados pelo processo sobre a tentativa de golpe. Um dia após o primeiro turno, a defesa de Jair Bolsonaro também pediu ao ministro Alexandre de Moraes que Flávio possa visitar o pai. Moraes havia proibido as visitas do senador por 90 dias, após considerar que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares. O prazo termina na próxima semana, mas a defesa pediu que a visita seja antecipada. Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, com uma vantagem de cerca de 2 milhões de votos.
Fonte: cbn.globo.com