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Na reta final, Eurasia altera chances de Flávio no 2º turno; entenda o que mudou

Consultoria revisou sua análise após a aproximação dos candidatos nas pesquisas e explica quais fatores podem influenciar resultado

A cinco dias do segundo turno, pesquisas e modelos de previsão apresentam retratos diferentes da disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A consultoria Eurasia Group reduziu de 80% para 75% a probabilidade de vitória do senador, depois que os levantamentos mais recentes estreitaram a diferença entre os candidatos.

A projeção ainda o coloca como favorito, mas não significa que ele tenha 75% das intenções de voto: é uma estimativa sobre a chance de vencer, segundo os cenários considerados pela consultoria.

A revisão ocorreu após a vantagem de Flávio nas pesquisas recuar. Na semana anterior, levantamentos chegaram a mostrar uma diferença próxima de cinco pontos percentuais.

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A Eurasia avalia agora que o cenário mais provável é uma disputa com cerca de três pontos de vantagem para o senador entre eleitores propensos a votar uma estimativa que considera a possibilidade de parte do eleitorado não comparecer às urnas.

A consultoria combina três tipos de indicador: aprovação do governo, temas que pesam na decisão dos eleitores e intenção de voto. Conforme o dia da votação se aproxima, atribui mais peso às pesquisas.

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A análise também usa uma relação entre margem nas sondagens e chance de vitória baseada em eleições para o Senado dos Estados Unidos, além de uma simulação estatística. Esses métodos ajudam a organizar cenários, mas não são uma contagem antecipada dos votos nem substituem as pesquisas brasileiras.

A Eurasia usa as eleições brasileiras de 2022 para sustentar que os institutos podem subestimar o voto conservador ao não ajustar suficientemente suas estimativas para a abstenção. Segundo a consultoria, as pesquisas daquele ano superestimaram o desempenho de Lula em 4,2 pontos no primeiro turno e em 1,7 ponto no segundo. A conclusão é uma premissa do modelo da empresa, não uma regra que garanta que o mesmo erro se repetirá em 2026.

O que mostram as pesquisas mais recentes

Os levantamentos divulgados nesta segunda-feira, 19, não apontam todos para o mesmo cenário. A pesquisa BTG/Nexus encontrou empate técnico: Flávio tinha 50,3% dos votos válidos e Lula, 49,7%, com margem de erro de dois pontos percentuais. A PoderData indicou vantagem de quatro pontos para o senador entre os votos válidos. Já a AtlasIntel mostrou Flávio com 49,8% e Lula com 47,6% nas intenções de voto totais.

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Os números não são diretamente intercambiáveis: os institutos usam metodologias, períodos de entrevista e bases de cálculo diferentes. A pesquisa mede as respostas de uma amostra; a estimativa da Eurasia combina sondagens com hipóteses sobre comparecimento, transferência de votos e peso dos temas da campanha. Por isso, a projeção de três pontos da consultoria não deve ser lida como uma média oficial dos levantamentos.

Abstenção e temas da campanha

Na avaliação da Eurasia, a dificuldade de Lula para mobilizar eleitores que votaram em candidatos eliminados no primeiro turno é um obstáculo. A consultoria calcula que o presidente precisaria conquistar mais de 60% desse grupo ou atrair eleitores que escolheram Flávio. Também considera que uma eventual abstenção maior entre apoiadores do senador não bastaria, por si só, para inverter a disputa.

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A análise aponta segurança pública e corrupção como temas que favorecem Flávio, enquanto custo de vida, benefícios sociais e propostas como o fim da escala 6×1 podem ajudar Lula a reduzir a distância. A Eurasia considera, porém, que anúncios de campanha tendem a ter efeito limitado se os eleitores não acreditarem que as medidas serão implementadas. São avaliações da consultoria sobre o comportamento do eleitorado, e não resultados medidos diretamente por uma pesquisa única.

A probabilidade atribuída a Flávio caiu cinco pontos, mas continua alta porque a Eurasia interpreta a aproximação das pesquisas como uma volta à margem que projetava inicialmente e porque seu modelo incorpora hipóteses favoráveis ao senador sobre comparecimento e distribuição dos votos. O resultado dependerá de como essas hipóteses se comportarão nas urnas no domingo, 25 de outubro.

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Fonte: veja.abril.com.br

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