Nesta última semana, que antecede o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25), mais de 400 seções eleitorais sofreram alterações. Segundo levantamento realizado pelos tribunais regionais locais, cerca de 130 mil eleitores, de 23 estados, foram afetados. MP Eleitoral pede para que TSE amplie divulgação sobre mudanças de locais de votação para 2º turno das eleições Diante deste cenário, o Estúdio CBN recebeu o Murilo Salmito, secretário-geral da Presidênci

Nesta última semana, que antecede o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25), mais de 400 seções eleitorais sofreram alterações. Segundo levantamento realizado pelos tribunais regionais locais, cerca de 130 mil eleitores, de 23 estados, foram afetados. MP Eleitoral pede para que TSE amplie divulgação sobre mudanças de locais de votação para 2º turno das eleições Diante deste cenário, o Estúdio CBN recebeu o Murilo Salmito, secretário-geral da Presidência do TSE, que explicou como funcionam as mudanças das seções eleitorais. Logo de início, ele tranquilizou os eleitores: Os números são dinâmicos. No primeiro turno já há uma adequação dos locais de votação em razão de questões climáticas, questões de segurança e questões de infraestrutura. Para o segundo turno, eventualmente, também é necessário que se mude, falou. Questionado sobre o prazo para alterações nos locais de votação, o secretário respondeu que situações climáticas, por exemplo, podem provocar a necessidade de alterações até poucos dias antes da eleição. Segundo ele, esse seria um dos principais motivos de alteração. Se o juiz eleitoral identificar que aquele local de votação não está mais completamente apto, ele vai ter que promover a alteração. Digamos que tenha uma grande tempestade na quinta-feira. Então, na quinta-feira ou na sexta-feira essa alteração talvez seja necessária, disse. Após ser constatada a necessidade de alterações, a Justiça Eleitoral precisa agir rápido, e o responsável por isso é o juiz eleitoral. Salmito explicou o motivo: Porque o TSE, nós, ficamos aqui em Brasília, não temos esse controle da situação de cada ponto. O juiz eleitoral, ouvindo o Ministério Público, faz esse acompanhamento, eles discutem essas situações e informam ao TSE a necessidade de mudança. Como o eleitor pode se informar sobre as mudanças? A partir do momento que a mudança é realizada, é essencial que os eleitores saibam que ela ocorreu, a fim de não haver prejuízos no dia da votação. E é aí que o sistema de comunicação da Justiça Eleitoral entra em cena. Segundo o secretário-geral, a Justiça Eleitoral já tem uma grande expertise em provocar a mídia, desde os veículos tradicionais até as redes sociais. Ele ainda destacou os novos meios digitais que facilitam essa comunicação. A Justiça Eleitoral já tem uma grande expertise em provocar a mídia: a mídia tradicional e as redes sociais, trazendo esse tipo de informação. Mas para além disso, o TSE, já há algum tempo, mais de uma década, desenvolveu o e-Título, que é um aplicativo que todos podemos baixar e que contém essa informação [se houve alteração na zona eleitoral]. Além disso, Murilo Salmito ressaltou que, pela primeira vez nas eleições brasileiras, o aplicativo oficial da Justiça Eleitoral funcionou no primeiro turno de maneira ininterrupta. Também pela primeira vez, em seus quase 20 anos de tribunal, o secretário-geral percebeu influências da desinformação a respeito do local de votação. Ele destacou que o setor de assessoria de enfrentamento à desinformação tem atuado junto às redes sociais para coibir vídeos e publicações que têm a intenção de desinformar. Talvez esse seja um sinal dos tempos que nós vivemos, de tudo ter alguma conotação político-eleitoral, até um procedimento considerado ordinário para a Justiça Eleitoral.
Fonte: cbn.globo.com