O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes de acusações de tortura a adversários políticos. A audiência ocorreu nesta quinta-feira (15), em um tribunal em Nova York. A nova acusação, de conspirarem para torturar adversários políticos, foi feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quinta-feira (8). Desenho mostra Nicolás Maduro em Nova York JANE ROSENBERG / AFP As acusações ampliaram o processo cri

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes de acusações de tortura a adversários políticos. A audiência ocorreu nesta quinta-feira (15), em um tribunal em Nova York. A nova acusação, de conspirarem para torturar adversários políticos, foi feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quinta-feira (8). Desenho mostra Nicolás Maduro em Nova York JANE ROSENBERG / AFP As acusações ampliaram o processo criminal dos EUA contra Maduro e sua esposa, que têm 63 e 70 anos, respectivamente. Antes, o casal havia se declarado inocente de acusações de abuso de poder para ajudar traficantes de drogas a transportar cocaína. Os advogados afirmam que Maduro e Flores também negam as acusações de tortura. Promotores do gabinete do procurador dos Estados Unidos, em Manhattan, alegam que o presidente deposto ordenou que autoridades torturassem políticos da oposição e militares acusados de conspirar contra ele. O objetivo, segundo os promotores, era de se manter no poder no país sul-americano. Donald Trump divulga foto de Nicolás Maduro capturado Reprodução De acordo com um dos episódios descritos na denúncia, em 2014, Maduro teria ordenado que autoridades sequestrassem militares para obter informações sobre possíveis dissidentes. Ao resistirem, ele teria dito para os agentes "apertá-los com mais força". Ainda segundo a denúncia, Cilia Flores concordou com o plano e rejeitou uma proposta alternativa para a obtenção de informação, que seria feita pela infiltração nas fileiras dos possíveis dissidentes. No entanto, Maduro e Flores não são acusados de terem praticado pessoalmente qualquer ato de tortura. O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027. Se forem condenados por todas as acusações, cada um deve receber pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão.
Fonte: cbn.globo.com