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Indígena Anacé morre em hospital após buscar atendimento durante surto e ser contido por Guarda Municipal

Antônio Wanderson Vieira Ferreira, conhecido como "Dam", indígena do povo Anacé no Ceará. Arquivo pessoal Antônio Wanderson Vieira Ferreira, de 36 anos, indígena do povo Anacé, morreu na última terça-feira (22) após buscar atendimento médico em um hospital de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. Familiares e amigos alegam que a morte de Dam, como era conhecido, foi causada por uma abordagem violenta da Guarda Municipal de Caucaia. A Prefeitura de Caucaia, por meio da Secret


Antônio Wanderson Vieira Ferreira, conhecido como "Dam", indígena do povo Anacé no Ceará. Arquivo pessoal Antônio Wanderson Vieira Ferreira, de 36 anos, indígena do povo Anacé, morreu na última terça-feira (22) após buscar atendimento médico em um hospital de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. Familiares e amigos alegam que a morte de Dam, como era conhecido, foi causada por uma abordagem violenta da Guarda Municipal de Caucaia. A Prefeitura de Caucaia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que o Hospital Municipal Abelardo Gadelha foi invadido, por meio da ala infantil, na madrugada da segunda-feira, por volta das 5h30, por um homem que apresentava comportamento agressivo contra pacientes, acompanhantes e servidores da unidade. E, por isso, a Guarda Municipal precisou contê-lo. Ele ficou desacordado e teve uma parada cardiorrespiratória antes da morte. (veja mais abaixo). Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Em nota, a Polícia Civil do Ceará informou que investiga as circunstâncias de uma morte registrada nesta terça-feira (22), no bairro Parque Soledade, em Caucaia. A corporação disse que Dam já tinha um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por violação de domicílio e lei das contravenções penais. O caso está a cargo da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Caucaia. Dam morava na Aldeia do Cipó, trabalhava como pedreiro e fazia curso de eletricista. No dia anterior à morte, ele procurou atendimento hospitalar devido a uma crise de saúde mental. Ele fazia uso de medicação e costumava buscar atendimento na unidade em momentos de maior sofrimento psíquico. LEIA TAMBÉM: Quatro são denunciados por matar jovem em linchamento durante festa no CE; entenda motivação do crime Dona de clínica de estética, anestesista e cirurgião-dentista são indiciados por morte de empresário durante procedimento em Fortaleza Agora no g1 Agredido por guardas municipais, diz amiga O indígena foi ao Hospital Municipal Abelardo Gadelha, que fica em Caucaia. Na unidade, ele teve um novo episódio de descontrole e, durante a intervenção de agentes da Guarda Municipal, foi imobilizado e agredido, segundo a família e amigos. "Quando ele chegou no hospital, os guardas não entenderam aquele alvoroço e começaram a bater, repreender ele. Ele começou brutalmente também a se defender. E, nisso, ele foi amarrado, começou a levar vários choques dos guardas, chute na cabeça", disse Jéssica Anacé, amiga de Dam. Jéssica disse que Dam desmaiou durante a abordagem e foi levado à UTI do hospital para ser reanimado. Depois, ele foi transferido para o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), onde foi confirmado o óbito. O corpo dele foi levado de volta para o hospital de Caucaia. "Então a gente pede justiça, resposta de hospital. É isso que o povo Anacé pede: Justiça para o Dam, nosso companheiro", reforçou Jéssica. A Defensoria Pública do Ceará (DPCE) iniciou, na tarde desta quinta-feira (24), o atendimento à família de Dam. A entidade prestará assistência jurídica e psicossocial aos familiares e acompanhará os desdobramentos do caso. A equipe da Rede Acolhe, da Defensoria, esteve na comunidade Anacé, em Caucaia, para ouvir a família e demais membros da comunidade, reunir informações sobre o caso e avaliar as medidas jurídicas e os encaminhamentos necessários para assegurar seus direitos, considerando também a legislação específica de proteção aos povos indígenas. Prefeitura alega comportamento agressivo A Prefeitura de Caucaia disse que, na recepção da ala pediátrica do hospital, Dam tentou retirar uma criança dos braços da mãe. Ao tentar proteger a filha, a mulher foi puxada pelos cabelos. Uma auxiliar de serviços gerais tentou intervir e também foi agredida, segundo o governo municipal. Em seguida, Dam teria invadido a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e tentado retirar um paciente do leito, puxando-o pelas pernas. A Guarda Municipal foi acionada e atuou para conter o homem e preservar a segurança dos pacientes, acompanhantes e profissionais do hospital, argumentou a prefeitura. Logo depois, a equipe hospitalar percebeu que o homem estava desacordado. Ele foi imediatamente encaminhado ao setor de emergência, onde foi constatada uma parada cardiorrespiratória, destacou o governo municipal, que acrescentou que o paciente ficou na sala vermelha, sob os cuidados da equipe médica do hospital. Por fim, a prefeitura disse que a direção do Hospital Municipal apura os fatos e ouve todos os profissionais envolvidos na ocorrência, a fim de reunir as informações necessárias e avaliar a eventual instauração de sindicância. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Fonte: g1.globo.com

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