Mercado opera de olho em cenário político no Brasil, mas bolsa deve definir expectativas somente na sexta-feira
O Ibovespa teve valorização de 1,57% nesta terça-feira, 20, avançando para os 208,2 mil pontos. A bolsa de valores brasileira operou de olho principalmente nas novas pesquisas eleitorais, que apontam vantagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ante a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de empate técnico.
Quando as pesquisas mostram a possibilidade de Flávio ganhar a eleição, dá margem para os investidores abrirem mão da reserva de valor (dólar) e irem para ativos mais de risco (bolsa), na procura por maiores retornos, afirma Marcos Bassani, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital. Com isso, o dólar, por sua vez, encerrou em baixa e ficou cotado a 5,02 reais.
O especialista explica que o mercado se anima com a postura do candidato mais a favor do fiscal e do controle das contas públicas. No entanto, o cenário ainda é incerto, e o Ibovespa trabalha dentro de uma lateralidade de preço. Acredito que na sexta-feira, véspera da eleição, o mercado vai mostrar a sua real intenção e posicionamento, diz.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos o acompanharam e operaram no positivo. O Bradesco (BBDC4) liderou os ganhos, com alta de 2,89%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que avançou 1,88%. O Santander (SANB11) subiu 1,26%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) teve valorização de 1,04%.
No cenário internacional, a tendência é de baixa no mercado americano, pois os investidores estão preocupados com a supervalorização das ações das empresas de tecnologia, abrindo margem para realizações de lucros depois de fortes altas. Por lá, a elevação do preço do petróleo Brent também contribui para a continuação do juro elevado. A commodity continua cotada a cerca de 109 dólares por barril.
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Fonte: veja.abril.com.br