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Ibovespa desvaloriza mais de 1% com realização de lucros e incerteza eleitoral

Para especialistas de mercado, próximos pregões desta semana serão definidos por pesquisas eleitorais

O Ibovespa teve desvalorização de 1,04% nesta terça-feira, 13, recuando para os 206,8 mil pontos. A bolsa de valores brasileira operou, de um lado, em um movimento de realização de lucros após bater seu recorde de 209 mil pontos no último pregão. Do outro, acompanhou a volta do feriado, a incerteza eleitoral e a pressão externa com a intensificação do confronto entre Estados Unidos e Irã, o que gera mais cautela por parte dos investidores.

Com uma possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial, o sentimento do mercado é de ter uma Bolsa em alta, mas isso não está certo ainda, comenta Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio da Boa Brasil Capital. Por isso, o investidor precisa ter cautela antes do segundo turno. Para ele, os próximos pregões desta semana serão definidos por pesquisas eleitorais e realizações de lucros.

Na agenda econômica do dia, o cenário doméstico ainda contou com a divulgação do Boletim Focus semanal. Os analistas consultados pelo Banco Central reduziram as projeções para a Selic ao fim de 2026 em 0,25 ponto percentual, de 13,5% para 13,25% ao ano. No entanto, aumentaram as expectativas para a inflação e estimam um IPCA de 5,22% para 2026, ante o os 5,01% calculados na semana passada.

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Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no negativo. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas, com baixa de 1,58%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que recuou 1,57%. O Bradesco (BBDC4) caiu 0,97%, enquanto o Santander (SANB11) teve valorização de 0,17%.

O dólar, por sua vez, encerrou em alta e ficou cotado a 5,02 reais. À primeira vista, a movimentação vai contra o comportamento ante a outros pares internacionais, representado pelo índice DXY, mas não é tão distoante quando observamos que ontem foi feriado e a moeda americana se apreciou internacionalmente, afirma Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad. Por outro lado, historicamente é esperado que a volatilidade do câmbio se eleve em períodos eleitorais e fatores domésticos podem fazer mais preço nesses momentos que os externos.

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Fonte: veja.abril.com.br

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