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Governo francês suspende aulas do Ensino Médio até o fim da semana em meio a protestos de estudantes

O governo da França suspendeu as aulas do Ensino Médio em todo o país até o fim desta semana, segundo a agência Reuters. O anúncio do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, veio nesta terça-feira (06), no dia de maior mobilização da onda de protestos de estudantes que começou em setembro. Assessor diz que silêncio de Trump sobre eleições no Brasil foi estratégia para beneficiar Flávio Bolsonaro Argentina afirma que irá impedir Malvinas de explorar campos de petróleo offshore Le


O governo da França suspendeu as aulas do Ensino Médio em todo o país até o fim desta semana, segundo a agência Reuters. O anúncio do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, veio nesta terça-feira (06), no dia de maior mobilização da onda de protestos de estudantes que começou em setembro. Assessor diz que silêncio de Trump sobre eleições no Brasil foi estratégia para beneficiar Flávio Bolsonaro Argentina afirma que irá impedir Malvinas de explorar campos de petróleo offshore Lecornu disse que incendiar uma escola não melhora as condições dos prédios e que não pode haver tolerância à violência. Ele também deu prazo até o fim de outubro para que os ministros apresentem as primeiras propostas para atender às reivindicações dos alunos, incluindo a reforma de prédios escolares antigos. Milhares de estudantes protestam por melhores condições de ensino Estudantes, apoiados por sindicatos, pais, professores e universitários, foram às ruas em dezenas de cidades. As autoridades estimam cerca de 250 mil manifestantes, enquanto organizadores falam em meio milhão. Eles reclamam de jornadas longas demais, de salas de aula em más condições, quentes demais no verão, e da falta de professores. A entidade que representa os alunos do Ensino Médio diz que cerca de 1.800 escolas foram bloqueadas ou fechadas. Houve novos confrontos com a polícia. Em cidades como Estrasburgo, Lyon e Rennes, a polícia usou gás lacrimogêneo, e manifestantes atearam fogo nas ruas e atiraram objetos. Desde o início dos protestos, 215 estudantes, 85 profissionais das escolas e mais de 700 policiais ficaram feridos, segundo o governo. Mais de 6 mil pessoas foram presas, a maioria menores de idade, e cerca de 1.800 vão ser processadas. Na segunda-feira (05), um estudante de 15 anos perdeu a mão em Lens [lans], no norte do país. Segundo a agência AFP, ele pegou uma granada de efeito moral da polícia, que explodiu quando ele tentava devolvê-la na direção dos agentes.

Fonte: cbn.globo.com

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