Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode anunciar publicação de Medida Provisória que interromperia a licença das bets regularizadas no país
O Fluminense se manifestou nesta sexta-feira (25) sobre a possível proibição do funcionamento das casas de apostas esportivas no Brasil. Há a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncie, ainda nesta sexta, a publicação de Medida Provisória que interromperia a licença das bets regularizadas no país.
O Fluminense afirmou que o debate sobre o caso é “legítimo”, citando as preocupações “reais com endividamento e vício” no Brasil. Mas o clube carioca listou pontos que devem ser considerados sobre a decisão, ainda mais se tomada de forma “abrupta”.
“O clube assumiu compromissos financeiros para este e os próximos anos contando com esses recursos. Um exemplo concreto: as lojas do Fluminense têm seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master”, lembrou o Fluminense.
“Uma mudança abrupta gera prejuízos e pode custar milhares de empregos em toda a cadeia”, alertou.
“Os recursos não sustentam apenas o futebol profissional. Eles financiam categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos, que empregam centenas de atletas e profissionais no clube”, prosseguiu.
Atualmente, 14 dos 20 times da Série A do Campeonato Brasileiro exibem marcas de bets em seu espaço mais nobre da camisa.
As casas de apostas foram responsáveis por fornecer mais de R$ 1 bilhão aos clubes em 2025 em contratos de patrocínio.
O debate sobre a proibição das apostas é legítimo e não deve ser interditado. Há preocupações reais com endividamento e vício, mas qualquer decisão precisa considerar os seguintes pontos:
Segurança jurídica e previsibilidade: empresas que cumpriram a regulamentação e pic.twitter.com/HPsgSaciAC
Fluminense F.C. (@FluminenseFC) September 25, 2026
Veja a nota do Fluminense:
O debate sobre a proibição das apostas é legítimo e não deve ser interditado. Há preocupações reais com endividamento e vício, mas qualquer decisão precisa considerar os seguintes pontos:
Segurança jurídica e previsibilidade: empresas que cumpriram a regulamentação e terceiros que firmaram contratos não podem ser surpreendidos de um dia para o outro. O clube assumiu compromissos financeiros para este e os próximos anos contando com esses recursos. Um exemplo concreto: as lojas do Fluminense têm seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master. Uma mudança abrupta gera prejuízos e pode custar milhares de empregos em toda a cadeia.
Efetividade da medida: proibir as empresas reguladas não acaba com as apostas. O mercado clandestino tende a ocupar esse espaço, sem fiscalização, sem tributação e sem nenhuma proteção ao apostador.
Impacto no esporte: os recursos não sustentam apenas o futebol profissional. Eles financiam categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos, que empregam centenas de atletas e profissionais no clube.
Arrecadação pública: o mercado regulado gerou bilhões em tributos e destinações previstas em lei para esporte, seguridade social, segurança pública, educação e saúde. Sem ele, esses recursos precisarão vir de outra fonte.
Defendemos, no mínimo, um período de transição adequado caso haja mudanças. O caminho deve ser guiado por dados concretos e pela efetividade de cada alternativa”.
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Fonte: www.cnnbrasil.com.br