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Flávio ficou maior nas redes sociais, mas acabou usando a arma contra ele mesmo

Senador ganhou mais de 8 milhões de seguidores em quatro meses, mas especialista diz que 74% dos eleitores desaprovaram carta em que ele se declarou presidente

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perdeu a eleição para o presidente Lula no último domingo, mas conseguiu um outro feito: conquistou mais de 8 milhões de novos seguidores em suas redes sociais.

Em junho, quando começou a divulgar seu programa de governo, Flávio tinha 18,6 milhões de seguidores nas quatro principais redes sociais (Instagram, Youtube, X e Facebook). Na última semana, o número saltou para 26,9 milhões de seguidores.

Os seguidores do senador, que fugiu para os Estados Unidos na última terça-feira, aumentaram especialmente no Instagram e no Facebook. Flávio tinha 10,6 milhões de seguidores do Instagram.  Agora são 17 milhões. No Facebook, eram  3,5 milhões de seguidores, depois saltou para  5,1 milhões.

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Algumas mensagens do senador na internet registraram grande engajamento, ultrapassando 6 milhões de visualizações. Foi através das suas redes sociais que Flávio divulgou os principais temas da campanha eleitoral.

A mesma força que poderia servir como ferramenta para reorganizar a direita, no entanto, pode tornar-se uma arma destrutiva. O alerta é feito por especialistas.

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O estrategista político Marcelo Senise, titular do Instituto Brasileiro para a Regulamentação da Inteligência Artificial, ressalta que Flávio tem um poder de comunicação muito grande, mas esse poder também pode ter efeito contrário, dependendo da situação, afastando aliados e seguidores.

Ele ressalta, por exemplo, que o senador poderia ter utilizado as redes sociais para mobilizar o PL no país. O partido elegeu 28 senadores e 121 deputados. “Parece que ele não combinou o posicionamento dele internamente, com a direita no Congresso, de ter se autoproclamado presidente da República, isso pegou mal até na base dele”.

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No entender de Senise, não adianta ganhar milhões de seguidores e não saber utilizar a internet, postando mensagens autodestrutivas como a carta com teor golpista publicada pelo senador depois que chegou aos Estados Unidos. Senise afirma que quanto mais seguidores, mais risco um político corre o político de cometer “suicídio da reputação”, como ele classifica a atitude de Flávio.

Um levantamento feito por Senise nas redes sociais mostrou que 74% dos internautas demonstraram um sentimento negativo com relação à carta, na qual ele se autoproclamou presidente da República. Posteriormente, ele corrigiu o texto, mas o estrago já estava feito.

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Só o bolsonarista raiz é que não considerou a mensagem negativa, diz  Senise. São pouquíssimas pessoas que têm mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, mas ele ter se autoproclamado presidente pegou mal até em parte da base de apoio dele, ressaltou.

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Fonte: veja.abril.com.br

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