Familiares do professor Daniel Oliveira de Andrade, que morreu baleado na Dutra no último sábado, denunciam que sofreram extorsão no IML de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Eles contam que foram obrigados a pagar uma taxa de 700 reais para a liberação do corpo. A cobrança, se comprovada, é ilegal. A CBN teve acesso ao comprovante de pagamento feito à 'Funerária Benttus', sediada em Santana de Parnaíba, em São Paulo. Na descrição, entre outros itens do funeral, aparece a taxa, q

Familiares do professor Daniel Oliveira de Andrade, que morreu baleado na Dutra no último sábado, denunciam que sofreram extorsão no IML de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Eles contam que foram obrigados a pagar uma taxa de 700 reais para a liberação do corpo. A cobrança, se comprovada, é ilegal. A CBN teve acesso ao comprovante de pagamento feito à 'Funerária Benttus', sediada em Santana de Parnaíba, em São Paulo. Na descrição, entre outros itens do funeral, aparece a taxa, que seria repassada ao IML. Paulo Henrique Oliveira, irmão de Daniel, conta que foi chamado em um canto, a sós, por um funcionário do órgão: 'O IML cobrou R$1.000 da gente, propina para poder liberar o corpo do meu irmão. Eles me puxaram de canto e alegaram que, se eu não pagasse, eles não iam liberar o corpo do meu irmão. Eles viram a fraqueza no meu pai, viram a fraqueza na minha mãe e quiseram pegar alguma coisa. A gente teve que negociar para conseguir ter o corpo do meu irmão em São Paulo, que é o lugar dele.' Familiares de Daniel Andrade ainda tentam lidar com a dor da perda. A Polícia ainda investiga as circunstâncias da tragédia. A suspeita é de que bandidos estivessem tentando assaltar um caminhão que seguia à frente do carro onde estava com amigos. O professor, natural de São Paulo e que faria 28 anos em dezembro, havia acabado de concluir o mestrado e viajava ao Rio para celebrar a conquista. Yolanda Oliveira, mãe de Daniel, diz que tudo parece um pesadelo. 'Cada dia que acordamos, parece que estamos em um pesadelo. Um cara que cresceu, estudou em escola pública, batalhou para fazer a sua faculdade na USP, conseguiu, formou em professor, adorava esporte. Ele conquistou uma legião de amigos, colegas, que na despedida dele foi algo que eu nunca vi na minha vida. Tanto amor, tanto carinho, só palavras lindas sobre ele, só palavras que enchem uma mãe de muito orgulho.' A Polícia Civil afirmou que a Corregedoria-Geral vai apurar a denúncia de extorsão. A CBN também procurou a Funerária Benttus, mas não obteve um retorno.
Fonte: cbn.globo.com