"Aprendi que não há peso na balança ou magreza nos membros que seja mais valioso do que a saúde ou o bem-estar. Vou dedicar o resto deste ano a ajustar minha medicação e meus protocolos de alimentação para que eu possa me sentir 100% novamente", escreveu ela
Semifinalista do US Open de 2024, a tenista Emma Navarro revelou que vem sofrendo com RED-S (Deficiência Relativa de Energia no Esporte) e hipotireoidismo de Hashimoto nos últimos três anos, encerrando a temporada mais cedo para trabalhar em protocolos de medicação e alimentação.
A americana de 25 anos, que chegou às quartas de final do Grand Slam em casa no início deste mês, disse em uma publicação no Instagram que pretende voltar para o Australian Open do ano que vem.
“Aprendi que não há peso na balança ou magreza nos membros que seja mais valioso do que a saúde ou o bem-estar. Vou dedicar o resto deste ano a ajustar minha medicação e meus protocolos de alimentação para que eu possa me sentir 100% novamente”, escreveu ela.
A síndrome RED-S é uma condição que leva o corpo a não receber energia suficiente para atividades físicas intensas típicas de atletas, enquanto o hipotireoidismo de Hashimoto é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico ataca a glândula tireoide, causando um metabolismo mais lento.
Navarro, que alcançou o oitavo lugar no ranking mundial há dois anos, disse que vem sentindo mais fome e um sistema imunológico enfraquecido desde 2023, mas que perseverou para acompanhar o calendário agitado do tênis.
Ela lutou contra dores de cabeça, tonturas e fadiga intensa durante a trajetória até as quartas de final do Australian Open de 2025, e só descobriu a causa desses problemas em novembro daquele ano, quando foi diagnosticada pelos médicos.
“Então, ao longo do último ano, me dediquei totalmente. Mudei minha dieta, aumentei minha ingestão de energia… embora tenha demorado um pouco para começar a me sentir melhor, gradualmente fiz progressos”, escreveu Navarro.
“Então, sim. Ganhei um pouco de peso neste ano. Mas também recuperei minha vida. Tenho energia suficiente para aproveitar cada dia, para treinar ou competir o quanto eu quiser e para viver uma vida fora do tênis.”
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Fonte: www.cnnbrasil.com.br