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Economia do Chile perde força sob Kast, e projeção de crescimento cai para menos de 1%

Atividade recuou em agosto, desemprego chegou a 9,6% e Banco Central prevê expansão de até 0,75% em 2026

A economia chilena encolheu em agosto e deve crescer menos do que o previsto no início do ano. O Imacec, indicador mensal de atividade do Banco Central, caiu 1% em relação a agosto de 2025 e 0,7% ante julho, descontados os efeitos sazonais. Foi a segunda queda anual consecutiva.

O resultado levou o Banco Central a reduzir sua projeção para o PIB de 2026. Em setembro, a estimativa passou de uma faixa entre 1% e 1,75% para outra, de 0,25% a 0,75%.

O governo prevê crescimento de 0,7%, ante os 1,8% estimados anteriormente. Parte dos analistas já considera a possibilidade de o país terminar o ano sem crescimento ou em contração.

Mineração derruba atividade

A queda de agosto foi puxada pela mineração, que recuou 17,4% em 12 meses, sobretudo devido à redução na extração de cobre.

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O Banco Central cita menores teores do minério, manutenções em unidades produtivas e condições climáticas adversas.

A produção chilena de cobre caiu 7,7% entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Comissão Chilena do Cobre (Cochilco) publicados pelo El País.

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Outros setores tiveram desempenho melhor. O Imacec não minerário avançou 1,4% em 12 meses, com alta do comércio e dos serviços. O resultado, porém, não compensou a retração da mineração.

O Diario Financiero informou que, após a divulgação do dado, consultorias reduziram suas estimativas de crescimento para o ano.

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No segundo trimestre, o PIB caiu 0,2% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com os três meses anteriores, com ajuste sazonal, ficou estável. O produto não minerário cresceu 0,7% em 12 meses, segundo o Banco Central.

Desemprego aumenta

A taxa de desemprego chegou a 9,6% no trimestre móvel de junho a agosto, um ponto percentual acima do registrado um ano antes. O número de ocupados diminuiu 0,9%, enquanto a quantidade de pessoas desocupadas aumentou 13%. O índice é o mais alto em mais de cinco anos, segundo a imprensa chilena.

O desemprego já estava elevado quando José Antonio Kast assumiu a Presidência, em março: era de 8,9%, de acordo com o El País. A taxa atual reflete, portanto, uma piora acumulada ao longo de vários meses.

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A inflação também segue acima da meta de 3% do Banco Central. O índice de preços ao consumidor subiu 0,4% em setembro e acumulou alta de 4,1% em 12 meses.

A autoridade monetária prevê que a inflação se aproxime de 3% no segundo trimestre de 2027. Em agosto, os salários reais cresceram 3,4% em 12 meses, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas.

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Kast apresentou um plano para criar mais de 100 mil empregos até 2027. Para 2026, a projeção oficial do governo é de crescimento de 0,7% do PIB.

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Fonte: veja.abril.com.br

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