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Democrata James Talarico vence no Texas e quebra jejum do partido no estado

Seminarista de 37 anos superou Ken Paxton, aliado de Trump, mesmo com injeção de 200 milhões de dólares por Elon Musk na campanha do republicano

O democrata James Talarico derrotou o republicano Ken Paxton e foi eleito senador pelo Texas, segundo projeções da Associated Press. É a primeira vez desde 1994 que um democrata vence uma eleição para um cargo estadual no Texas, e a primeira vitória do partido para o Senado no estado desde Lloyd Bentsen, em 1988. Talarico, com 37 anos de idade, sequer era nascido quando isso aconteceu. O resultado aumenta as chances de os democratas retomarem o controle da Casa.

Deputado estadual e seminarista presbiteriano, Talarico enfrentou uma das campanhas mais caras do país. Elon Musk, o homem mais rico do mundo, despejou cerca de 200 milhões de dólares em esforços para manter a cadeira com os republicanos. Segundo a empresa de monitoramento AdImpact, o comitê financiado por Musk pagou pelos seis anúncios políticos mais caros de todo o país nesta eleição. Donald Trump e o vice-presidente J.D. Vance fizeram campanha repetidas vezes por Paxton num estado que o presidente venceu com folga há dois anos.

Talarico se apresentou com um discurso de inspiração cristã e de centro. Repetiu como um mantra que a divisão nos Estados Unidos não é entre esquerda e direita, e sim entre os de cima e os de baixo. Com foco no custo de vida e no combate à corrupção, defendeu a proibição de que congressistas negociem ações prática comum tanto entre democratas quanto republicanos. Também chamou o adversário de o político mais corrupto dos Estados Unidos. 

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Procurador-geral do Texas, Paxton, de 63 anos, chegou à disputa carregando uma longa lista de escândalos. Ele já foi indiciado por fraude no mercado de valores e sofreu impeachment em 2023, com apoio de vários deputados republicanos, sob acusações de suborno e abuso de poder. Acabou absolvido pelo Senado estadual. Nas primárias, derrotou o senador John Cornyn com o apoio de Trump, apesar dos alertas de dirigentes republicanos de que sua candidatura colocaria a vaga em risco. Cornyn nunca declarou apoio a Paxton.

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Fonte: veja.abril.com.br

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