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Debate seria melhor para Lula ou Flávio? O que diz CEO de instituto de pesquisa

Encontro entre os candidatos pode expor estratégias distintas das campanhas e abrir espaço para o confronto de propostas no segundo turno

Um debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro seria, do ponto de vista estratégico, mais interessante para o presidente do que para o adversário. A avaliação é de Cila Schulman, CEO do Ideia Instituto de Pesquisa, em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal. Para ela, Lula precisa criar fatos capazes de alterar a dinâmica da disputa, enquanto Flávio teria mais interesse em administrar o cenário aberto pelo resultado do primeiro turno. Do ponto de vista de estratégia de campanha, eu diria que vale muito a pena para o Lula participar. Agora, para o Flávio, não, afirmou Cila. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

Por que Lula teria mais a ganhar?

Na avaliação de Cila, a diferença está na posição em que cada campanha iniciou o segundo turno. Segundo ela, Lula precisa buscar maneiras de mudar o rumo da disputa, enquanto Flávio pode adotar uma estratégia mais defensiva. A campanha que está atrás tem que correr atrás de criar fatos, afirmou.

A CEO do Ideia também apontou dificuldades na definição do caminho da campanha petista. Para ela, há um desencontro entre várias correntes e grupos, enquanto a candidatura de Flávio teria encontrado um rumo depois de uma fase considerada errática. A tarefa da campanha do Flávio é administrar tempo agora, avaliou.

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Qual seria o risco para Flávio?

Cila considera que a exposição em um confronto direto poderia abrir espaço para Lula tentar questionar o adversário e colocar sob escrutínio aspectos de sua candidatura. Eu acho que quem perde mais indo a um debate agora é o Flávio, afirmou.

Na leitura da pesquisadora, uma possível estratégia da campanha de Lula seria usar o encontro para apresentar questionamentos sobre o adversário diretamente ao eleitor. Já para Flávio, segundo ela, a lógica seria evitar acontecimentos que possam alterar a dinâmica construída no início do segundo turno.

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O que faltou discutir no primeiro turno?

Outro argumento apresentado por Cila em favor da realização dos debates é a pouca discussão de propostas durante a primeira etapa da campanha. Os principais candidatos não participaram dos confrontos previstos, o que, em sua avaliação, impediu que o eleitor conhecesse melhor os projetos colocados na disputa.

A gente não sabe o que seria um Lula 4 e a gente não sabe quais são as propostas do Flávio. Elas não estão claras. Elas não foram muito discutidas, disse. Para Cila, o debate ganha importância justamente por colocar os candidatos diante do contraditório e obrigá-los a responder diretamente a questionamentos sobre seus planos de governo ainda que, sob a ótica estritamente eleitoral, os riscos e benefícios sejam diferentes para cada campanha.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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Fonte: veja.abril.com.br

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