Allan Deberton é cearense - todos os seus longas-metragens se passam no estado
Representando o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar em 2027, Feito Pipa busca sensibilizar o público ao apresentar a história de um menino queer no interior do Ceará, passando por questões como preconceito, dilemas da terceira idade e a necessidade do diálogo. O diretor Allan Deberton, 44, explicou de onde vem a força da produção e deixou clara a mensagem principal da obra.
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“O filme fala sobre conversa. É muito importante que a gente fique com o olhar muito aberto sobre a necessidade do brasileiro se conversar. Respeitar o outro, respeitar as diferenças, ter um olhar atento para a terceira idade”, explica Deberton. “É uma obra que, de certa forma, ajuda o espectador a filosofar um pouco mais, a fazer refletir sobre aquilo que somos e o que podemos ser”, conta.
Nascido em Russas, no Ceará, o diretor volta a utilizar seu estado natal como palco de sua obra, algo que já havia sido visto em Pacarrete (2020) e O Melhor Amigo (2025), e explica a razão para tal decisão. “De certa forma, existe um lugar de pertencimento que traz toda a verdade que o projeto precisa ter. A gente se sente muito confortável construindo, pensando, refletindo, finalizando (um filme no Ceará)”, indica Deberton, que se mostra satisfeito com o resultado de sua obra.
“Esse momento de encontro com o público é muito especial. É entender que um filme pensado de forma simples, pequenininha, consegue atingir o Brasil de Norte a Sul, e até mesmo fora do Brasil, em diferentes festivais”, finaliza.
Fonte: veja.abril.com.br