Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Cuidado com a saúde mental amplia atenção durante o tratamento do câncer

O diagnóstico de câncer provoca mudanças que vão além dos aspectos físicos da doença. A descoberta pode desencadear sentimentos de tristeza, raiva, frustração, medo e negação, em um processo de reorganização da vida que pode ser comparado a uma experiência de luto. Para a psicóloga Andressa Bruceze (CRP-MT 05237), da Oncomed-MT, essas reações não significam, necessariamente, o desenvolvimento de um transtorno mental. Ela explica que esses sentimentos podem ser respostas que pre


O diagnóstico de câncer provoca mudanças que vão além dos aspectos físicos da doença. A descoberta pode desencadear sentimentos de tristeza, raiva, frustração, medo e negação, em um processo de reorganização da vida que pode ser comparado a uma experiência de luto. Para a psicóloga Andressa Bruceze (CRP-MT 05237), da Oncomed-MT, essas reações não significam, necessariamente, o desenvolvimento de um transtorno mental. Ela explica que esses sentimentos podem ser respostas que precisam ser compreendidas e acompanhadas durante uma fase marcada por incertezas e adaptações dos pacientes de câncer. Nesse contexto, o cuidado com a saúde mental passa a integrar o tratamento oncológico de forma mais ampla, enfatiza. Segundo a especialista, a intervenção psicológica deve ocorrer de maneira integrada, envolvendo paciente, família e equipe multiprofissional. O objetivo é oferecer um espaço seguro de escuta, no qual a pessoa possa expressar sentimentos e dificuldades sem julgamento. A necessidade de demonstrar força durante todo o tratamento pode levar o paciente a esconder sofrimento e evitar pedir ajuda. Por isso, permitir e incentivar o paciente para que ele fale sobre seus sentimentos e manifeste seus medos também é uma forma de cuidado. A participação de familiares e amigos é importante, sobretudo para evitar o isolamento. Essa rede de apoio pode ajudar a manter atividades e adaptar a rotina às novas condições. A psicóloga indica atividade física e alimentação adequada. Trabalho dentro dos limites individuais e convivência social podem continuar fazendo parte do dia a dia. A ideia não é retomar a rotina anterior ao diagnóstico, mas construir uma nova. Sinais que merecem atenção - Andressa destaca que embora pacientes oncológicos possam apresentar maior vulnerabilidade emocional, não significa que todos desenvolverão depressão ou pensamentos suicidas. A psicóloga alerta ainda que a atenção deve estar voltada às mudanças persistentes de comportamento e aos sinais de sofrimento intenso. Isolamento acentuado, apatia, falta de interesse pelas atividades habituais, alterações significativas na forma de se relacionar e falas recorrentes sobre morte ou sobre não querer mais viver exigem atenção e é neste momento que familiares e profissionais devem atuar em conjunto para acolher o paciente, ressalta. O cuidado de quem cuida Quando o cuidado é diário, ele também precisa alcançar quem está por trás dele. Na Oncomed-MT, a atenção à saúde mental não se restringe ao paciente: se estende aos profissionais que acompanham de perto a jornada do tratamento oncológico. A compreensão é de que oferecer uma assistência humanizada passa, necessariamente, por cuidar também de quem está na linha de frente desse processo. Segundo o gerente executivo da Oncomed-MT, Nicolas Navarros, esse olhar começa pela construção de um ambiente em que os colaboradores possam se sentir seguros, ouvidos e valorizados. A instituição mantém avaliações de clima organizacional e 360°, que ajudam a compreender como o profissional percebe sua atuação e o ambiente em que está inserido. Também existem canais de denúncia para situações que possam gerar desconforto ou exposição no ambiente de trabalho. Esse cuidado se manifesta ainda em ações de integração e participação social, como as campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, além de iniciativas desenvolvidas em parceria com o setor jurídico para orientar os colaboradores sobre situações de assédio e outras circunstâncias que possam comprometer seu bem-estar. Cuidar de um paciente oncológico também significa olhar para quem está diariamente envolvido nesse cuidado. Na Oncomed-MT, entendemos que o bem-estar da nossa equipe é parte fundamental de uma assistência humanizada e de qualidade. Quem cuida também precisa ser cuidado, acolhido e ter espaço para falar sobre suas próprias necessidades. Esse olhar para o outro começa pelo olhar para dentro da nossa própria equipe, destaca. Setembro Amarelo - O Setembro Amarelo contribui para ampliar essa discussão ao colocar a saúde mental e a prevenção do suicídio em evidência. No contexto oncológico, a campanha reforça a importância de reconhecer que o paciente não precisa enfrentar sozinho as repercussões emocionais da doença. A escuta qualificada, o acolhimento, a participação da família e o acompanhamento de uma equipe preparada ajudam a identificar necessidades e oferecer suporte ao longo do tratamento. Diretor técnico responsável: Marcelo Benedito Mansur Bumlai CRM-MT 2663

Fonte: g1.globo.com

Compartilhar