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Cotribá convoca assembleia para deliberar sobre dissolução voluntária

Assembleia ocorre em meio à crise financeira da cooperativa, que acumula passivo superior a R$ 1,4 bilhão. A Cotribá chegou a pedir recuperação judicial, mas o processo foi suspenso

A Cotribá (Cooperativa Agrícola Mista General Osório) convocou seus associados para uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir a situação econômico-financeira da cooperativa e deliberar sobre sua dissolução voluntária, com o início de um procedimento de liquidação e a possibilidade de continuidade das atividades.

A assembleia ocorre em meio à crise financeira da cooperativa, que acumula passivo superior a R$ 1,4 bilhão. A  Cotribá chegou a pedir recuperação judicial, mas o processo foi suspenso. 

Fundada em 1911, a cooperativa é considerada a mais antiga do Brasil.

A pauta da assembleia agendada para 20 de outubro também prevê a inclusão da expressão em Liquidação na razão social da entidade. Segundo o edital, a Cotribá possui 11.393 associados na data da convocação.

Outro ponto será a escolha e a posse de um liquidante, responsável pela condução do processo, com definição de seus honorários mensais. Também está prevista a nomeação de um Conselho Fiscal, formado por três membros efetivos e três suplentes, além da fixação do valor pago pela participação nas reuniões.

O edital estabelece ainda a previsão de assembleias gerais a cada seis meses, ou sempre que necessário, para apresentação de relatórios, balanços sobre o andamento da liquidação e prestação de contas dos atos realizados no período anterior.

Continuidade às atividades

A pauta inclui a análise de uma autorização para que o liquidante possa dar continuidade às atividades da cooperativa e realizar operações financeiras e administrativas.

Entre as atribuições previstas estão a contratação e a renegociação de empréstimos e financiamentos, inclusive por meio de instituições financeiras nacionais e internacionais e de programas governamentais. O texto também contempla operações de securitização de direitos creditórios do agronegócio e contratos vinculados a programas de incentivo ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul.

O documento prevê ainda poderes para administrar o patrimônio da cooperativa, incluindo a compra, a venda, a locação e a oneração de bens móveis e imóveis, bem como a utilização de imóveis como garantia hipotecária em determinadas operações.

Outras possibilidades mencionadas são a participação em processos licitatórios, a atuação em outras sociedades comerciais ou civis, a constituição de procuradores e a celebração de contratos e demais atos necessários à condução das atividades.

A ordem do dia também reserva espaço para outros assuntos de interesse social, sem caráter deliberativo.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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