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Congelamento de dívidas pode causar calote e travar crédito, alerta Durigan

Ministro da Fazenda critica proposta de Flávio Bolsonaro, a mesma que não agradou o mercado

A promessa do candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), de congelar a dívida dos brasileiros pode afetar drasticamente o sistema financeiro ao ponto de travar novas concessões de crédito. A avaliação é do Ministro da Fazenda, Dario Durigan, em publicação em suas redes sociais na noite desta terça-feira, 20.

De acordo com Durigan, a medida seria impossível, visto que a promessa geraria um calote de trilhões de reais por um ano. Conforme o ministro de Lula, isso poderia tirar o dinheiro do sistema financeiro e impedir novas concessões de crédito.

“Se o sistema passa um ano sem receber, não sobra dinheiro para financiar a geladeira, o móvel, a casa própria ou a safra do produtor. E a sua dívida continua crescendo com juros. No fim, quem paga essa conta é você”, afirmou Durigan.

De acordo com Durigan, dívida não se resolve com mágica, mas se resolve com um programa estruturado. “No próximo Desenrola, anunciado pelo presidente Lula, o governo vai comprar as dívidas com desconto acima de 90%”, diz Durigan.

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O que diz a proposta de Flávio Bolsonaro?

Durante o debate neste domingo, 18, Flávio prometeu comprar as dívidas da população com recursos adicionais de 200 bilhões de reais da União. Segundo o filho do ex-presidente, o governo compraria os débitos dos brasileiros junto aos bancos e suspenderia os pagamentos por seis meses para pessoas físicas e por um ano para empresas.

No meu governo, a gente vai comprar a sua dívida dos bancos. E o que vai acontecer com isso? Vai ser já por um valor muito menor, afirmou Flávio.

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Para você que é pessoa física, vai ficar seis meses parada a sua dívida. Você não vai pagar boleto nenhum. E para você que é pessoa jurídica, esse prazo vai ser de um ano, acrescentou. Segundo o candidato, parcelas de 100 a 200 reais poderiam cair para 10 ou 20 reais.

Flávio não detalhou de onde viriam os recursos para o programa de renegociação de dívidas. A proposta não foi vista com bons olhos por analistas do mercado financeiro devido ao apetite de gerar um gasto adicional de 200 bilhões de reais nos cofres públicos. Flávio, que durante a campanha foi visto pelo mercado como defensor do ajuste fiscal, começou a perder o benefício da dúvida dos investidores após a proposta, veja detalhes sobre a visão do mercado nesta reportagem.

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Fonte: veja.abril.com.br

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